Agricultura

Boletim da Conab aponta quedas de preços da cebola após altas constantes

Pesquisa considerou os preços das Centrais de Abastecimento de várias regiões do país

18/10/2019 - 08:51 | Por Thalya Godoy* - SBA

Foi divulgada na última quinta-feira (17), o Boletim Hortigranjeiro Nº 10, do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro - Prohort, pesquisa feita nas principais Centrais de Abastecimento (Ceasas) do país, elaborado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Nele, a cebola aponta queda de preços em setembro no mercado atacadista, após alta constante desde novembro de 2018.

Elaborado por: Companhia Nacional de Abastecimento

O valor verificado mais baixo está longe das cotações do produto no mesmo período em 2017 e 2018. O comparativo mostra que a cebola está com mais de 100% de alta em relação aos anos anteriores. O estudo do Prohort analisa ainda produtos como alface, batata, cenoura e o tomate. 

Tomate
Devido à tendência de preços baixos, continua como favorito nas compras do consumidor. O cenário é atribuído as altas temperaturas, que aceleram o amadurecimento do fruto e forçam os agricultores a colocarem a produção no mercado para reduzir a perda nas lavouras. Assim, aumentam a oferta, o que pode diminuir a margem de lucro.

Batata
O recuo nas cotações girou em torno de 20%, com exceção do Ceará, onde o percentual foi de apenas 7,13%. Nos anos de 2017 e 2018, as cotações da batata mantiveram-se baixas, com raros períodos de alta, o que desestimulou o produtor ao plantio. Com isso, a previsão de menor área plantada nas safras deste ano está sendo confirmada pela oferta nas regiões produtoras nos mercados atacadistas analisados. 

Cenoura
Seguindo a tendência da batata, apresentou recuo pelo terceiro mês consecutivo, com variação de 8,16% em Fortaleza e 33,73% em Brasília.

Alface
O movimento de preços da alface, em setembro, permaneceu com a tendência de agosto, com queda na maioria dos mercados analisados. Apenas na CeasaMinas de Belo Horizonte foi registrado aumento pouco significativo de 0,59%. Na Ceasa/DF em Brasília o preço se manteve estável. 

 

Com informações da Conab
*Texto supervisionado por Douglas Ferreira

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