Polo da pecuária, Cáceres amplia rebanho bovino em 61,9% em 20 anos no Mato Grosso

O município mato-grossense, possui o quinto maior rebanho bovino do país

10/07/2026 às 11:04 atualizado por Redação - SBA | Siga-nos no Google News
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A cidade de Cáceres, no Mato Grosso, considerada um dos principais municípios da bovinocultura de corte do país, ampliou seu rebanho bovino em 61,9% nas últimas duas décadas. Segundo o anuário Beef Report, da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), o número de animais passou de 699.059 cabeças, em 2005, para 1.131.933 em 2025.

O município mato-grossense, possui o quinto maior rebanho bovino do país. A pecuária começou em Cáceres ainda no século 18, durante o processo de ocupação da fronteira oeste da então Capitania de Mato Grosso e consolidou-se por causa das condições naturais da região, como os campos naturais do Pantanal, onde há grande disponibilidade de água e o relevo é favorável à criação extensiva de bovinos.

O anuário mostra ainda que dos 10 maiores municípios pecuários do Brasil, três estão em Mato Grosso. Destes, o maior avanço proporcional foi registrado em Colniza, cujo rebanho passou de 320.039 para 714.951 cabeças em 20 anos, alta de 123,3%. Em Vila Bela da Santíssima Trindade, o efetivo bovino aumentou de 745.765 para 979.665 cabeças, crescimento de 31,3%.

Os dados mostram que a expansão da bovinocultura ocorreu em diferentes regiões do estado, acompanhando os investimentos realizados pelos pecuaristas em tecnologia, manejo, genética, nutrição e sanidade animal, fatores que contribuíram para o aumento da capacidade produtiva da atividade.

Para o diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade, o crescimento do rebanho reflete a relevância econômica do setor. “O crescimento do rebanho ao longo das últimas duas décadas demonstra a capacidade de expansão do setor aliada ao aumento da eficiência produtiva. Isso fortalece toda a cadeia da carne, gera empregos e amplia a competitividade da indústria de Mato Grosso nos mercados nacional e internacional”.

 

Fonte: IMAC


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