Taxas futuras de juros recuam, em sintonia com petróleo e rendimentos dos Treasuries

03/08/2026 às 12:11 atualizado por Paula Dias - Estadão | Siga-nos no Google News
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O primeiro pregão de agosto está sendo marcado por um fechamento da curva de juros, com o trecho curto registrando pequenos ajustes para baixo, ao passo que os vencimentos longos registraram quedas superiores a 10 pontos-base. Na semana da decisão de política monetária do Banco Central, um novo corte de 0,25 ponto porcentual na taxa Selic continuou amplamente precificado nas apostas. Nas discussões entre investidores e analistas, o assunto foi o espaço para novos cortes nas reuniões subsequentes do Comitê de Política Monetária (Copom).

"Embora o boletim Focus aponte para mais um corte além desse, a curva precifica mais dois. Para isso, será importante observar a possibilidade de perdas de suportes importantes no dólar e nos preços do petróleo", afirma José Raymundo Faria Junior, diretor da Wagner Investimentos.

No contexto doméstico, o mercado observa mas os resultados das pesquisas eleitorais do que o teor das falas dos candidatos, avalia Junior e outros profissionais ouvidos pelo Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

Para ele, a queda mais acentuada na ponta longa leva em consideração o recuo expressivo dos preços do petróleo e a baixa dos retornos dos Treasuries, em um ambiente de expectativa por melhora na tensão no Oriente Médio.

Às 11h47, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2027 tinha taxa de 13,785%, ante 13,795% do ajuste de sexta-feira. O DI para janeiro de 2031 projetava 14,23%, contra 14,38% do ajuste anterior.


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