Demanda firme pelos coprodutos de soja no Mato Grosso

Exportações brasileiras de soja registram recorde no primeiro semestre de 2026

07/07/2026 às 09:05 atualizado por Redação - SBA | Siga-nos no Google News
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O esmagamento de soja em Mato Grosso registrou novo recorde de processamento no primeiro semestre de 2026, totalizando 7,02 milhões de toneladas, alta de 4,53% em relação ao primeiro semestre de 2025, segundo o Imea. O resultado foi impulsionado pelo aumento na demanda para produção de biodiesel, somada à demanda externa aquecida pelos coprodutos da soja.

Nesse sentido, as exportações mato-grossenses de derivados da soja apresentaram cenário positivo no período. Entre jan/26 e jun/26, o estado embarcou 4,59 milhões de t (farelo e óleo), volume 8,94% superior ao registrado no mesmo período de 2025.

No que se refere às destinações, a Argélia seguiu como principal compradora do óleo de soja do estado, respondendo por 38,08% do total embarcado pelo estado, enquanto a Indonésia liderou as aquisições de farelo de soja, com participação de 24,65%. Diante da produção recorde nas últimas safras, as indústrias esmagadoras ampliaram o processamento, contribuindo para absorver parte da elevada oferta de soja.

 

Exportações brasileiras de soja registram recorde no primeiro semestre de 2026

Com a elevada produção da safra 25/26, o escoamento da soja no Brasil somou 69,58 mi de toneladas no 1º sem/26, volume 7,13% superior ao do 1º sem/25 e o maior da série histórica para o período. Em MT, as exportações somaram 24,06 mi de toneladas, 5,15% acima do mesmo período do ano anterior, representando 34,59% do total exportado pelo país. Esse cenário reflete a elevada demanda externa pelo grão.

Entre os destinos, a China permaneceu como principal compradora da soja matogrossense, apesar de ter reduzido em 4,77% o volume importado em relação ao 1º sem/25. Mesmo com a menor participação do país asiático nas compras, outros mercados ampliaram sua presença, com aumento de 42,25% das aquisições pelos outros cinco principais países importadores. Para o 2º semestre, a expectativa é de redução dos embarques, em função da menor disponibilidade de soja no mercado, movimento típico do período.

 

Informações: Imea


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