São Paulo, 25 - O Brasil deve colher 115,8 milhões de toneladas de milho na segunda safra 2025/26, apontou a Agroconsult, nesta quinta-feira (25), após o encerramento da etapa milho do Rally da Safra. O volume projetado é inferior aos 125,3 milhões de toneladas registrados na temporada anterior, mas ainda representa uma alta de 3,3% frente aos 112 milhões de toneladas estimados no início da expedição, em 7 de maio. A queda é atribuída à menor produtividade em algumas regiões, devido ao clima.
Segundo a Agroconsult, a revisão foi obtida por meio de dados coletados pelas equipes de campo e pela análise de imagens de satélite da plataforma CropData. A área nacional da segunda safra foi estimada em 18,2 milhões de hectares, permanecendo estável em relação ao ciclo passado. O monitoramento identificou variações de área cultivada entre os Estados do País.
Em Mato Grosso, houve aumento de 2% na área, enquanto Mato Grosso do Sul expandiu a lavoura em 5,2% e o Paraná em 4,2%. Em Rondônia, o aumento foi de 10,3%. Em contrapartida, ocorreram reduções de 5,9% em Goiás, 4,7% em Minas Gerais e 9,1% em algumas regiões do Maranhão, Piauí e Tocantins (Mapito). Em termos de produtividade, Mato Grosso apresentou média de 130 sacas por hectare, recuo de 1,4% sobre a safra passada. O médio norte e o oeste do Estado registraram os resultados mais elevados, enquanto houve atraso e números menores nas regiões leste e sudeste.
Goiás registrou queda de 34,6% sobre o ciclo passado, com média de 83 sacas por hectare. Mato Grosso do Sul alcançou média de 99,3 sacas por hectare, beneficiado pelo desempenho do sul do Estado, enquanto o Paraná registrou média de 97,9 sacas por hectare, com o principal desempenho na região oeste.
Em Minas Gerais, a redução de produtividade foi de 22,2%, enquanto no Mapito a retração alcançou 14,9%. Do ponto de vista climático, a safra registrou chuvas excessivas em março, retardando o plantio, seguidas por períodos de seca em abril e maio em áreas do Centro-Oeste. A recuperação gerada pelas chuvas em junho ainda não compensou as perdas consolidadas.
A colheita segue em andamento em áreas do Paraná e de Mato Grosso do Sul, onde produtores monitoram o risco de frio sobre as lavouras ainda em fase de enchimento de grãos, embora o potencial de perdas seja limitado nesta etapa.
A estimativa para a produção total de milho do País no ciclo 2025/26 é de 144,1 milhões de toneladas, ante 152,3 milhões de toneladas no ciclo anterior. No início de maio, a projeção era de 140,5 milhões de toneladas. A área total cultivada atinge 22,6 milhões de hectares.
No mercado interno, o consumo doméstico para ração e produção de etanol sustenta a demanda. No mercado externo, safras nos Estados Unidos e na Argentina elevam a concorrência e pressionam as exportações do País.