Petróleo fecha em forte queda com acordo EUA-Irã e possível retomada das exportações iranianas

16/06/2026 às 16:29 atualizado por Darlan de Azevedo - Estadão | Siga-nos no Google News
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O petróleo despencou mais de 5% nesta terça-feira, 16, aprofundando as perdas da sessão anterior, enquanto investidores avaliam o acordo entre Estados Unidos e Irã que pode autorizar a retomada imediata das exportações iranianas como parte dos termos para encerrar o conflito.

Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para agosto fechou em queda de 5,25% (US$ 4,17), a US$ 75,27 o barril.

O petróleo Brent para o mesmo mês, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), encerrou em queda de 5,06% (US$ 4,21), a US$ 78,96 o barril. Foi a primeira vez desde março que o Brent fechou abaixo dos US$ 80 por barril.

O petróleo abriu a sessão em queda, mas intensificou o recuo após o Wall Street Journal informar que os Estados Unidos permitirão ao Irã retomar imediatamente as vendas de petróleo e combustíveis como parte do acordo para encerrar o conflito, aumentando as perspectivas de oferta global da commodity.

Outro alívio para a oferta foi a travessia de cinco navios do Irã pelo Estreito de Ormuz na segunda-feira, conforme a agência iraniana Tasnim.

A navegação ocorreu depois que os Estados Unidos suspenderam o bloqueio naval imposto contra Teerã após o memorando de entendimento de paz. Segundo a Kpler, a reabertura do Estreito de Ormuz poderá provocar uma forte alta temporária no tráfego de navios-tanque e a recuperação deve ocorrer de forma gradual.

O presidente norte-americano, Donald Trump, porém quer reabrir Ormuz o mais rápido possível, o que gerou preocupação entre as autoridades europeias, que estão mais cautelosas em comprometer sua frota marítima para limpar as minas da via navegável. Enquanto isso, os Estados Unidos vêm usando táticas de contrabando para escoar petróleo do Golfo Pérsico, segundo a Reuters.

Na guerra da Ucrânia, um ataque de drone atribuído a Kiev provocou incêndio na refinaria Gazprom Neft.

Segundo a Reuters, a ofensiva danificou uma unidade de refino primário responsável por 53% da capacidade da planta.

O impacto no mercado de energia levou a Agência Internacional de Energia (AIE) a alertar países do Sudeste Asiático sobre a vulnerabilidade da região a choques do petróleo, diante da forte dependência de suprimentos do Oriente Médio.


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