A redução no ritmo de abates de bovinos em 2026, especialmente de fêmeas, sinaliza uma oferta mais enxuta de animais para os próximos meses e reforça as perspectivas de sustentação dos preços do boi gordo.
Dados do Serviço de Inspeção Federal (SIF) mostram que os abates acumulados até maio registraram queda de 2,2% em comparação com o mesmo período de 2025. O destaque ficou para o recuo de 7,5% no abate de fêmeas, enquanto o volume de machos abatidos apresentou aumento de 2%.
O movimento reflete a estratégia dos pecuaristas de reter matrizes no rebanho, impulsionados pela valorização do bezerro observada desde 2024. Com menos animais destinados ao abate e maior investimento na reposição e expansão dos plantéis, o mercado projeta uma oferta mais limitada de bovinos terminados, fator que tende a manter a arroba em patamares firmes.
Para analisar os impactos desse cenário sobre a pecuária e o mercado do boi gordo, Fabiano Reis conversou com o analista de mercado Alcides Torres. Confira.