
A suinocultura brasileira começou 2026 em ritmo de crescimento. Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o abate de suínos aumentou 5,5% no primeiro trimestre deste ano em comparação com o mesmo período de 2025.
Entre janeiro e março, foram abatidas 15,27 milhões de cabeças de suínos sob algum tipo de inspeção sanitária no país. O volume confirma o bom desempenho da atividade, impulsionada pela demanda interna e pelo mercado externo. Na comparação com o último trimestre de 2025, o resultado ficou praticamente estável, com leve recuo de 0,1%.
Além do crescimento no número de animais abatidos, a produção de carne também registrou avanço. O volume de carcaças suínas produzido no período alcançou 1,43 milhão de toneladas, representando aumento de 6,9% em relação ao primeiro trimestre do ano passado.
Quando comparado ao quarto trimestre de 2025, o resultado também foi positivo, com crescimento de 1% na produção.
Os números reforçam a importância da cadeia suinícola para o agronegócio brasileiro, especialmente nos estados da Região Sul, que concentram grande parte da produção nacional.
Santa Catarina manteve a liderança no ranking brasileiro de abates, respondendo por 28,1% de toda a atividade registrada no país. Na sequência aparecem o Paraná, com participação de 20,9%, e o Rio Grande do Sul, responsável por 17,8% do total nacional.
Juntos, os três estados somam mais de dois terços da produção brasileira de suínos, consolidando a Região Sul como o principal polo da atividade.
O desempenho positivo do setor reflete investimentos em tecnologia, genética, sanidade animal e eficiência produtiva, fatores que têm contribuído para o aumento da competitividade da carne suína brasileira tanto no mercado interno quanto nas exportações.
Com a demanda global por proteínas animais em crescimento e a manutenção dos padrões sanitários da produção nacional, a expectativa é de que a suinocultura continue desempenhando papel relevante no agronegócio ao longo de 2026.
Fonte: Estadão