
Os preços do petróleo registraram forte queda nesta segunda-feira (15), impulsionados pelo avanço das negociações para encerrar o conflito no Oriente Médio. A perspectiva de um acordo entre Estados Unidos e Irã, somada à confirmação da reabertura do Estreito de Ormuz, trouxe alívio ao mercado internacional de energia.
Na bolsa de Nova York, o petróleo WTI para entrega em julho encerrou o dia cotado a US$ 80,75 por barril, com recuo de 4,86%. Já o Brent, referência global negociada em Londres, fechou em US$ 83,17 por barril, registrando queda de 4,76%.
O movimento foi motivado pela confirmação de um entendimento entre Estados Unidos e Irã para um cessar-fogo provisório. O anúncio foi feito pelo presidente dos EUA, Donald Trump, e pelo primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif.
Segundo as informações divulgadas, o acordo prevê uma trégua inicial de 60 dias, período em que novas negociações deverão ocorrer com o objetivo de alcançar uma solução definitiva para o conflito. A assinatura oficial do pacto deve acontecer na Suíça.
Outro fator que contribuiu para a queda dos preços foi a confirmação da reabertura total do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo. De acordo com Trump, não haverá cobrança de taxas de passagem pelo período inicial de 60 dias.
Do lado iraniano, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmail Baghaei, afirmou que os detalhes diplomáticos do acordo serão divulgados após a conclusão das negociações. O governo iraniano também prepara uma agenda de encontros com países da região antes da cerimônia oficial em Genebra.
Pelas condições discutidas até o momento, o acordo poderá resultar na suspensão de sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos ao Irã e na liberação de mais de US$ 12 bilhões em ativos congelados. Em contrapartida, Teerã se comprometeria a manter seu programa nuclear voltado exclusivamente para fins não militares.
Para analistas do mercado, a sinalização de paz reduz os riscos de interrupções no fornecimento global de petróleo. Ainda assim, especialistas alertam que os próximos dois meses serão decisivos para transformar o entendimento inicial em um acordo duradouro e capaz de garantir estabilidade à região e aos mercados internacionais.
Fonte: Estadão