Pecuária

Vaca louca: 'mercado com excesso de desinformação', avalia presidente do Sindifrigo MT

Ministério da Agricultura confirmou dois da doença

06/09/2021 - 10:55 | Por Douglas Silvério e Valdecir Cremon - SBA | Siga-nos no Google News

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) confirmou no último sábado (4) dois casos atípicos da doença conhecida por "mal da vaca louca" (Encefalopatia Espongiforme Bovina) em Mato Grosso e Minas Gerais. Os animais estavam em frigoríficos de Nova Canaã do Norte (MT) e de Belo Horizonte (MG), segundo a nota emitida pela pasta.

Governo investiga suspeita de caso atípico de vaca louca em MG

Veja reação do mercado aos casos de 'vaca louca'

O presidente do Sindicato das Indústrias de Frigoríficos de Mato Grosso (Sindifrigo), Paulo Bellincanta, classificou o caso como excesso de desinformação.

Veja a nota emitida pela entidade:

"Mercado com excesso de desinformação.

Não houve e não há caso de vaca louca no Brasil, e é isto que a mídia deveria informar antes de qualquer outro comentário.

De uma suspeita não confirmada fazemos um estardalhaço que provocará prejuízos a toda uma cadeia produtora brasileira.

O que houve?
- Uma suspeita.
- Uma análise de laboratório.
- Um resultado negativo.

Estes fatos não deveriam gerar sequer notícias. No entanto pagamos caro pelo sensacionalismo.

As exportações sofrerão algum tipo de acomodação, pois em qualquer situação haverá um intervalo e desaquecimento dos volumes exportados (o tamanho desse intervalo bem como dos volumes são desconhecidos).

O mercado interno já estava com desaquecimento e muito ofertado antes deste momento.

A proteção dos preços do produto passa pela estratégia e “sangue frio” na hora da tomada de decisão.

Todos perdemos.

Matar sem segurança de que o produto será exportado é risco muito alto.

Inundar um mercado interno, já capenga é certeza de um derretimento de preços que trará carne de boi muito pra baixo.

Qualquer aposta neste momento é tiro no escuro e não adianta remeter a outrem culpa alguma.

Assumir o custo de uma planta parada, não inundar de carne o mercado, segurar por alguns dias o boi no confinamento são prejuízos menores.

Não temos espaços no custo para uma baixa na arroba nem folga no caixa para suspender abates de modo indefinido.

Indústrias e pecuaristas podem ter suas "diferenças", mas nesta hora são Timoneiro e Capitão em um mesmo navio em oceano aberto.

Precisamos contabilizar o menor prejuízo possível e somar esforços até que os ventos passem.

Ao final de tudo o mercado soberano ditará sua regra. No amanhã olharemos para trás e teremos acumulado mais um aprendizado para usarmos no futuro.

Medidas precipitadas, se nunca são aconselháveis, neste momento são veneno letal.

Deveríamos considerar apenas que nos chega de modo oficial de governo.

O que não procede do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) tem sido mais especulativo que real."

Leia a nota do Mapa:

Foto de capa: Wenderson Araujo

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