Economia

“Convergência digital e biológica” marcará próxima década, diz Tereza Cristina em Davos

Ministra participou do Fórum Econômico de Davos em um painel virtual que tratou da inovação para transformar sistemas alimentares por meio da tecnologia

27/01/2021 - 17:37 | Por Redação - SBA | Siga-nos no Google News

Em participação durante o Fórum Econômico Mundial de Davos, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, afirmou que o agronegócio deve estar inserido no contexto de rápida transformação digital.

A afirmação foi feita nesta quarta-feira (27), durante um painel virtual que tratava da inovação para transformar sistemas alimentares por meio da tecnologia.

Durante a sua participação, a ministra afirmou que a próxima década será marcada por “convergência digital e biológica”, principalmente, na agropecuária e citou como exemplo as tecnologias de edição genômica, técnica que permite fazer alterações no DNA de plantas e microrganismos para acelerar o melhoramento genético.

“A Inovação é imprescindível para adequar a agropecuária à realidade global e é o único vetor capaz de conciliar segurança alimentar e preservação ambiental”, disse a ministra.

Tereza Cristina afirmou que a atuação do agronegócio brasileiro tem diretrizes claras, com cinco eixos: sustentabilidade, inovação aberta, biotecnologia, agregação de valor e agricultura digital. 

A ministra destacou que um dos desafios do setor é expandir a conectividade no espaço rural brasileiro, com foco principalmente nos cerca de 4,5 milhões de pequenos produtores.

“Essa integração é que fará com que os jovens fiquem no campo, possam trabalhar, manter as suas famílias e não deixar a população tão envelhecida, que temos hoje, no meio rural e também ajudar e muito as mulheres que trabalham no campo” disse.

Na avaliação da ministra, o Brasil tem um setor do agronegócio “vibrante” com cerca de duas mil startups voltadas para o agronegócio. Ela destacou ainda que o país tem ampliado os investimentos nesta frente ao longo dos últimos anos.

“Os investimentos passaram de US$ 4 milhões em 2013 para mais de R$ 200 milhões em 2019. Temos mais de duas mil agritechs trabalhando em diversas áreas, como rastreabilidade, e diversas tecnologias para entregar produtos mais sustentáveis e seguros”, assegurou.

 

Informações por Agência Brasil

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