Economia

Carteira total de crédito deve crescer 7% em 2021, prevê a Febraban

Crescimento no próximo ano, a exemplo da forte expansão de 2020, continuará estimulando a atividade

04/01/2021 - 15:59 | Por Valdecir Cremon - SBA | Siga-nos no Google News

A carteira total de crédito no país deve crescer 7% em 2021 na comparação com 2020, segundo expectativa dos bancos. É o que mostra a nova edição da Pesquisa Febraban de Economia Bancária, realizada entre 17 e 21 de dezembro. O estudo mostra revisão para cima das projeções em relação ao levantamento anterior, realizado em novembro, cuja estimativa era de crescimento de 6,8% no ano.

A expansão do crédito em 2021 será liderada pelo segmento livre de crédito, que deve registrar crescimento na faixa de 9,6%, com 9,9% para pessoas físicas e 9,2% nas concessões para as empresas. Este crescimento acontecerá em cima de uma base já bem elevada por conta do forte desempenho do crédito em 2020, em especial no segmento de pessoas jurídicas.

Neste ano, o crédito direcionado deve mostrar crescimento de 3,4%, em particular no segmento de empresas, com a retomada/consolidação do mercado de capitais. Nas projeções, destaca-se a queda da inadimplência para a carteira livre em 2021 de 4,3% para 4%. 

A Pesquisa é feita a cada 45 dias com instituições financeiras, logo após a divulgação da ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). Em dezembro, 16 bancos participaram da pesquisa.

Em 2020, o crescimento esperado para a carteira total passou de 11,8%, na pesquisa de novembro, para 13,7%. 

Selic, Câmbio, Inflação e PIB

Em relação à taxa Selic, uma expressiva maioria entre os respondentes (80%) avalia que a elevação da taxa básica de juros deve ocorrer a partir do 3º trimestre de 2021, com alta de 0,25 pp na reunião de agosto do ano que vem.

A maioria dos participantes da pesquisa (86,7%) acredita que o cenário internacional deve seguir apresentando melhora, beneficiando a moeda brasileira. Para 60% desses analistas, apesar da melhora do quadro externo, o quadro fiscal interno deve inibir novas rodadas de valorização do Real frente ao dólar. Para eles, a moeda brasileira deve permanecer no patamar atual entre R$ 5,10 a R$ 5,20 por dólar no primeiro trimestre de 2021. Já os demais 26,7% esperam que o real fique abaixo dos R$ 5,0 por dólar no mesmo período.

Apesar da pressão inflacionária recente, a grande maioria dos participantes (93,3%) entende que a inflação não deve ser um problema em 2021. Para 53,3% dos respondentes a inflação deve ficar abaixo da meta estabelecida de 3,75% para o ano. Já 40% acredita que ela deve se manter no centro da meta.

Em relação ao desempenho do PIB em 2021, há algum grau de divisão entre os participantes. Para 46,7%, a atividade deve perder tração, com o crescimento projetado ficando entre 3% e 3,5% no ano. Os demais estão divididos entre os extremos: 26,7% preveem crescimento abaixo de 3% e os outros 26,7% projetam expansão superior a 3,5%.

Com informações da Febraban.
Foto de capa: imagem cedida/Agência Brasil

Veja o conteúdo completo da pesquisa.

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