Uruguai limita a Santa Catarina bloqueio à importação de carne de aves do Brasil

07/11/2026 às 11:01 atualizado por Gabriel de Sousa - Estadão | Siga-nos no Google News
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O Uruguai decidiu nesta sexta-feira, 6, voltar a importar produtos avícolas brasileiros oriundos do Brasil, à exceção daqueles originados em Santa Catarina, conforme antecipou a Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) na quinta-feira, 5. O país reconheceu a regionalização sanitária de um foco da doença de Newcastle em 18 de outubro na cidade de Nova Itaberaba. De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com as restrições do Uruguai e de outros países delimitadas ao Estado, o impacto sobre as exportações brasileiras de produtos avícolas passa a corresponder a aproximadamente 15 mil toneladas por mês, o equivalente a 3% da média mensal exportada pelo Brasil, de cerca de 500 mil toneladas. Segundo nota do Mapa, a decisão uruguaia ocorre após um trabalho conjunto da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI) e da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA), ambas do Mapa, e também do Ministério das Relações Exteriores (MRE). Em nota, o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, destacou o prazo de 19 dias em que a restrição uruguaia vigorou em todo o País até a reversão da medida para apenas o território catarinense. "Em 2024, foram 74 dias. Agora, apenas 19. É uma diferença enorme e um resultado que merece ser comemorado. Não estamos falando apenas de números, mas de confiança, de credibilidade e da capacidade do Brasil de demonstrar que uma ocorrência sanitária localizada não precisa comprometer o comércio de todo o país. Essa é uma conquista do trabalho conjunto das nossas equipes, que protege a produção brasileira e dá mais segurança a quem produz e exporta." Atualmente, onze países ainda restringem produtos avícolas de Santa Catarina. De acordo com o governo, a prioridade é fazer com que essas medidas sejam delimitadas apenas à área onde ocorreu o foco da doença de Newcastle. "Aos consumidores, o Ministério reitera que o consumo de produtos avícolas submetidos à inspeção oficial permanece seguro, sem contraindicações", diz a nota do Mapa.

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