O presidente do Paraguai, Santiago Peña, anunciou a indicação de um novo ocupante da Presidência do Banco Central, após a renúncia de Carlos Carvallo, na terça-feira, 3, em meio à crise bancária que eclodiu com o Banco Ueno, um dos maiores bancos digitais do país.
Penã encaminhou ao Senado o pedido de aprovação da nomeação do economista Raúl Vera Bogado como novo presidente do Banco Central do país. O governo indicou ainda Pedro Acosta para ocupar uma diretoria da autoridade monetária, de acordo com registro de Peña no X.
O BC paraguaio informou nesta quarta-feira, 4, que fará um adiantamento da garantia do Fundo de Garantia de Depósitos aos poupadores do Banco Ueno, que foi colocado sob intervenção.
A crise do banco digital ocorreu após seu índice de solvência cair para menos da metade do mínimo exigido. O BC determinou o bloqueio de recursos públicos e das economias de milhões de clientes.
Em comunicado divulgado hoje, a agência de classificação de risco Fitch rebaixou os ratings de inadimplência do emissor (IDRs, na sigla em inglês) de longo prazo em moeda estrangeira e local do Banco Ueno de 'BB' para 'D' (default). A Fitch também rebaixou os IDRs de curto prazo em moeda estrangeira e local do Ueno de 'B' para 'D', e o rating de suporte governamental (GSR) de 'bb-' para 'sem suporte'. Outras notas da instituição também foram rebaixadas.
"O rebaixamento dos IDRs do Ueno para 'D' reflete o entendimento da Fitch de que o emissor entrou em processo de liquidação e encerrou suas operações", informou o comunicado da agência.