Produção brasileira de soja é elevada para 184,95 milhões de toneladas

Milho de primeira safra tem projeção revisada para cima

04/11/2026 às 13:50 atualizado por Redação - SBA | Siga-nos no Google News
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A StoneX divulgou nesta terça-feira (3/11) sua estimativa de produção no ciclo 2026/27 e elevou a previsão para 184,95 milhões de toneladas, alta de 0,9% em relação à projeção de outubro (183,36 milhões de toneladas) e de 1,3% sobre a safra 2025/26.

"A maior parte da revisão reflete a perspectiva de rendimentos melhores em Mato Grosso, após um plantio bastante acelerado e um clima favorável nos primeiros estágios de desenvolvimento", explica Bulascoschi. A estimativa para o estado subiu 1,9% no mês, para 49,58 milhões de toneladas.

A produção também foi elevada no Pará, no Maranhão e no Piauí. O analista, no entanto, faz uma ressalva: "Apesar das boas perspectivas atuais, esses estados exigem atenção especial em um ano de El Niño, quando o risco climático para as lavouras tende a se intensificar". No Sul, o plantio também avança em ritmo acelerado, com elevados volumes de chuva em outubro, mas sem grandes revisões para a safra na região.

Estimativas da StoneX para área plantada, produtividade e produção de algodão por estado no Brasil.

Milho de primeira safra tem projeção revisada para cima

A estimativa para a primeira safra de milho 2026/27 foi revisada para 30,68 milhões de toneladas, alta de 4,8% em relação à projeção de outubro e de 7,3% na comparação com o ciclo anterior. A revisão foi puxada por Pará, Maranhão e Piauí, que combinam aumento de área e produtividade potencialmente superior à do ano passado.

"Nos estados do Sul, o plantio segue alinhado à tendência histórica. Os principais pontos de atenção agora são o ritmo de plantio em Minas Gerais e, mais para o fim do mês, o avanço da semeadura nos estados do Nordeste", observa Bulascoschi.

 

Exportações e demanda doméstica entram no foco para 2026/27

Diante da perspectiva de uma produção mais robusta, a StoneX elevou significativamente sua projeção para as exportações brasileiras de soja em 2026/27, agora estimadas em 115,5 milhões de toneladas. Ainda assim, o cenário para o próximo ano é de elevada incerteza, tanto no consumo doméstico quanto nas vendas externas.

"As margens de esmagamento passam por momentos pontuais de forte pressão, enquanto persistem dúvidas sobre a sustentação do crescimento da demanda chinesa pela soja brasileira, num momento em que o país asiático amplia as compras de soja norte-americana por motivos políticos. Esses dois vetores devem pautar o mercado da oleaginosa no próximo ano", avalia o analista.

No milho, a incorporação das primeiras projeções para a safrinha permite uma visão mais clara do balanço brasileiro para o próximo ano-safra. A StoneX projeta que a demanda doméstica pode atingir 103 milhões de toneladas, ante 96,5 milhões em 2025/26, impulsionada sobretudo pela expansão acelerada da capacidade de produção de etanol de milho. Com exportações que podem alcançar 42 milhões de toneladas, os estoques finais devem ficar em 31,36 milhões de toneladas.

"Essa demanda doméstica robusta, somada às exportações, deve resultar em estoques finais construtivos para a próxima safra, embora a relação estoque/uso ainda seja projetada em patamar mais ajustado", conclui Bulascoschi.

 

Informações: StoneX


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