Baixa oferta de trigo de qualidade e dólar elevam preços no Brasil

Em São Paulo, segundo o Sindustrigo (Sindicato da Indústria do Trigo de São Paulo), as chuvas ao longo de setembro provocaram perda acentuada de qualidade: estima-se que apenas entre 10% e 15% de todo o trigo colhido possa ser classificado como tipo 1

04/11/2026 às 08:40 atualizado por Redação - SBA | Siga-nos no Google News
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A oferta restrita de trigo de boa qualidade, devido às chuvas durante a colheita, vem elevando as cotações do cereal, cenário que foi reforçado pela valorização significativa do dólar frente ao Real na última semana de outubro, apontam pesquisadores do Cepea.

 

Diante da dificuldade de encontrar matéria-prima adequada no mercado doméstico, agentes de moinhos consultados pelo Cepea têm recorrido às importações, mesmo com o câmbio desfavorável, e repassado os custos mais elevados aos preços das farinhas.

 

Em São Paulo, segundo o Sindustrigo (Sindicato da Indústria do Trigo de São Paulo), as chuvas ao longo de setembro provocaram perda acentuada de qualidade: estima-se que apenas entre 10% e 15% de todo o trigo colhido possa ser classificado como tipo 1.

 

Na região Sul, agentes de moinhos relatam dificuldade para encontrar trigo com a qualidade necessária à produção de derivados. Pesquisadores do Cepea apontam que parte das indústrias segue negociando os remanescentes de “trigo velho”, cuja boa qualidade tem mantido elevados os preços pedidos por vendedores.

 

No caso do “trigo novo”, mesmo a parcela classificada como tipo 1 tem apresentado, com frequência, parâmetros de qualidade fora do padrão, o que dificulta a comercialização aos moinhos. Já os lotes classificados como fora de tipo (FT) têm sido destinados à alimentação animal, tanto no mercado interno quanto para exportação.

 

Segundo a Conab, até 30 de outubro, 66,9% da área cultivada com trigo no Brasil havia sido colhida.

 

Fonte: Cepea 


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