São Paulo, 28 - A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) reduziu a estimativa de exportação de soja do Brasil em outubro para 6,15 milhões de toneladas, ante 6,40 milhões de toneladas projetadas na semana anterior, queda de 3,9%. Com a revisão, o volume fica 3,8% abaixo dos 6,40 milhões de toneladas embarcados em outubro de 2025. As projeções são baseadas na programação de embarques e constam do relatório semanal da entidade, elaborado com dados da Cargonave.
Para o milho, a Anec também reduziu a previsão de outubro, para 6,10 milhões de toneladas, ante 6,87 milhões de toneladas estimadas na semana passada, recuo de 11,2%. Apesar do corte, o volume ainda representa alta de 7,1% ante os 5,69 milhões de toneladas exportados em outubro de 2025. Na comparação com setembro, quando o Brasil embarcou 5,31 milhões de toneladas, a estimativa indica avanço de 14,8%.
No acumulado de janeiro a outubro, considerando a programação deste mês, os embarques de soja somam 107,55 milhões de toneladas, crescimento de 6% ante 101,48 milhões de toneladas em igual período de 2025. No milho, o acumulado chega a 25,56 milhões de toneladas, queda de 13,8% ante 29,64 milhões de toneladas no mesmo intervalo do ano passado.
Para o farelo de soja, a Anec reduziu a previsão de outubro para 2,49 milhões de toneladas, ante 2,52 milhões de toneladas indicadas na semana anterior, recuo de 1,1%. O volume, porém, representa alta de 44,2% ante 1,73 milhão de toneladas exportado em outubro de 2025. Frente a setembro, quando os embarques somaram 1,94 milhão de toneladas, a estimativa indica avanço de 28,5%. No acumulado de janeiro a outubro, as exportações do produto somam 21,80 milhões de toneladas, crescimento de 14% ante igual período do ano passado.
Os embarques de DDGS, subproduto das usinas de etanol de milho, são estimados em 48,4 mil toneladas em outubro, ante 49 mil toneladas na semana anterior e 29,2 mil toneladas em igual mês de 2025. Para sorgo, a programação caiu para 1,24 milhão de toneladas, ante 1,47 milhão de toneladas projetadas na semana passada. Somando soja, farelo de soja, milho, trigo, DDGS e sorgo, os embarques programados para outubro totalizam 16,03 milhões de toneladas, queda de 7,4% ante a previsão anterior, mas alta de 15,8% ante outubro do ano passado.
Na programação da semana de 25 a 31 de outubro, os embarques de soja somam 1,34 milhão de toneladas, queda de 2% ante 1,37 milhão de toneladas na semana anterior, de 18 a 24 de outubro. No milho, o line-up semanal indica 1,79 milhão de toneladas, avanço de 1,8% ante 1,76 milhão de toneladas. Para o farelo de soja, estão previstas 621,1 mil toneladas, recuo de 17,6% ante 753,5 mil toneladas. O sorgo mais que dobra, para 317,2 mil toneladas, ante 155,9 mil toneladas na semana anterior.
Os maiores volumes de soja da semana estão previstos para Paranaguá (403,3 mil toneladas), Rio Grande (396,5 mil t), Santos (192,1 mil t), São Luís/Itaqui (142,6 mil t) e Aratu/Cotegipe (134,2 mil t). No milho, Santos lidera, com 637,3 mil toneladas, seguido por Barcarena (246,6 mil t), São Luís/Itaqui (211,9 mil t), Paranaguá (195 mil t) e Santarém (184,6 mil t). Para o farelo de soja, os maiores volumes estão programados para Santos (341,1 mil t), Rio Grande (126,7 mil t) e Paranaguá (124,9 mil t).
Na semana anterior, de 18 a 24 de outubro, os embarques de soja somaram 1,37 milhão de toneladas, com Santos à frente (418,7 mil t), seguido por Paranaguá (348 mil t), Rio Grande (263 mil t) e São Luís/Itaqui (128,6 mil t). O milho totalizou 1,76 milhão de toneladas, puxado por Santos (745,3 mil t), Barcarena (479,5 mil t) e São Luís/Itaqui (132,9 mil t). O farelo de soja alcançou 753,5 mil toneladas, com Santos (346,9 mil t), Rio Grande (190,9 mil t) e Paranaguá (188,6 mil t) na liderança.
A China permanece como principal destino da soja brasileira no acumulado de janeiro a setembro, com 70% dos embarques, seguida por Espanha (4%) e Tailândia, Turquia e Paquistão, com 3% cada. No milho, o Egito lidera as compras, com 25% do volume, à frente de Irã (14%) e Vietnã (10%). No farelo de soja, os principais destinos são Indonésia (17%), Holanda e Tailândia, com 11% cada, e Irã (10%).
A Anec ressalta que os números são baseados na programação de embarques e, portanto, podem sofrer alterações conforme as condições operacionais dos portos e outros fatores logísticos.