Os preços médios do etanol hidratado caíram em 12 Estados e no Distrito Federal, subiram em outros 11 e ficaram estáveis em 2 na semana de 18 a 24 de outubro. No Amapá não houve cotação. Os dados são da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), compilados pelo AE-Taxas. Nos postos pesquisados pela ANP em todo o País, o preço médio do etanol ficou estável, a R$ 4,11 o litro.
Em São Paulo, principal Estado produtor, consumidor e com mais postos avaliados, o preço subiu 0,78%, para R$ 3,89 o litro na semana. A maior queda ocorreu no Amazonas, de 5,52%, para R$ 4,96 o litro. A maior alta foi registrada no Rio Grande do Norte, de 6,39%, para 5,16 o litro.
O preço mínimo registrado na semana para o etanol em um posto foi de R$ 3,09 o litro, em São Paulo. O maior preço, de R$ 6,60 o litro, foi observado no Acre. Já o menor preço médio estadual, de R$ 3,89 o litro, foi registrado em São Paulo, enquanto o maior preço médio foi verificado no Amapá, de R$ 5,38 o litro.
Etanol x gasolina
O etanol era mais competitivo em relação à gasolina em 11 Estados e no Distrito Federal na semana de 18 a 24 de outubro. Na média dos postos pesquisados no País, o etanol apresentou paridade de 63,33% em relação à gasolina, porcentual favorável ao biocombustível, conforme levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), compilado pelo AE-Taxas.
A paridade foi de 66,22% no Acre; 67,01% na Bahia; 67,29% no Distrito Federal; 61,37% em Goiás; 60,44% em Mato Grosso; 62,50% em Mato Grosso do Sul; 67,56% em Minas Gerais; 69,45% no Pará; 64,38% no Paraná; 68,37% em Rondônia; 69,95% em Santa Catarina; e 61,26% em São Paulo.
Executivos do setor observam que o etanol pode ser competitivo mesmo com paridade superior a 70%, a depender do veículo em que o biocombustível é utilizado. Entretanto, pela metodologia adotada, o etanol é considerado economicamente mais vantajoso quando seu preço corresponde a até 70% do valor da gasolina.