CT do Sistema FAEP contribui para ampliar o registro de defensivos agrícolas para hortifrutis

Nos últimos três anos, trabalho do grupo também auxiliou no apoio à certificação das propriedades e certificação da produção

27/10/2026 às 16:38 atualizado por Redação - SBA | Siga-nos no Google News
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Ter disponibilidade de produtos registrados para proteger as lavouras, atender às exigências de certificação e acessar novos mercados são desafios que acompanham produtores de frutas e hortaliças no Paraná. Nos últimos três anos, essas questões estiveram entre as prioridades da Comissão Técnica (CT) de Hortifruticultura do Sistema FAEP, que realizou nesta terça-feira (27) sua última reunião de 2026. 

Nesse período, a CT comandada pelos produtores Marco Antônio Machado, de Cornélio Procópio, e Paulo Ricardo Da Nova, presidente do Sindicato Rural de São José dos Pinhais, realizou nove reuniões, nas quais reuniu representantes de 48 sindicatos rurais para discutir demandas do setor e encaminhar propostas. Entre as conquistas está a articulação nacional para ampliar o registro de defensivos agrícolas e produtos biológicos destinados às chamadas culturas com suporte fitossanitário insuficiente, também conhecidas como Minor Crops. Isso porque a falta de produtos registrados para determinadas culturas pode dificultar o controle de pragas e doenças nos pomares e hortas.

“O Sistema FAEP participa das discussões em âmbito federal e coordena nacionalmente o levantamento de demandas de defensivos agrícolas e produtos biológicos para essas culturas. A partir de 2018, o tema ganhou articulação nacional. Desde então, a entidade tornou-se referência nesse trabalho, que busca ampliar as alternativas disponíveis para o manejo das lavouras”, destaca o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette.  

Segundo o balanço da CT, 609 marcas comerciais foram registradas no contexto das Minor Crops. A ampliação dos registros representa mais possibilidades para que o produtor escolha produtos autorizados para sua cultura e enfrente problemas sanitários no campo.

 

Certificação e acesso ao mercado

Outra pauta acompanhada pela comissão envolve a certificação da produção vegetal. Hoje existem protocolos definidos para banana, café, goiaba, morango, plantação florestal e produtos de base florestal, que estabelecem requisitos na produção e contribuem para demonstrar juntos aos compradores como os produtos foram cultivados.

Neste contexto, a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) também iniciou uma aproximação com o varejo para apresentar o selo de certificação e seus benefícios. A expectativa é que o reconhecimento ajude a abrir mercados e na valorização dos produtos certificados.

Para apoiar os produtores na adequação às exigências, instrutores do Sistema FAEP que atuam na Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) na cadeia da hortifruticultura passaram por capacitação junto à Adapar e, posteriormente, foram cadastrados no órgão. Os profissionais habilitados podem atuar como responsáveis técnicos dos produtores atendidos pelas turmas da ATeG, contribuindo para que cumpram as etapas do processo.

 

Produtos biológicos

Além do balanço, a reunião desta terça-feira teve uma apresentação sobre o desenvolvimento e a aplicação de produtos biológicos. A bióloga Isabella Gotti, coordenadora de Pesquisa e Desenvolvimento da Koppert, tratou dos avanços nas tecnologias e dos cuidados necessários para sua utilização. 

Segundo informações apresentadas no encontro, o Brasil possui 1.016 produtos biológicos com registro ativo no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A tecnologia de aplicação segue entre os desafios, especialmente diante da busca pela redução do volume de calda e do uso de drones. 

Isabella também compartilhou exemplos de pesquisas conduzidas pela empresa, incluindo estudos de compatibilidade entre microrganismos e defensivos químicos, desenvolvimento de formulações mais estáveis e avaliações de eficácia em diferentes culturas. A apresentação reforçou que os produtos biológicos representam uma ferramenta estratégica para uma agricultura mais sustentável, alinhando produtividade, segurança alimentar e preservação ambiental.

 

Informações: Sistema FAEP


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