
O Índice de Confiança da Construção (ICST) subiu 0,2 ponto em outubro, atingindo 90,7 pontos, conforme divulgou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta terça-feira, 27. Na média móvel trimestral, o indicador recuou 0,6 ponto, para 91,0 pontos.
A leve melhora do resultado de outubro reflete uma avaliação mais positiva das expectativas empresariais com os negócios nos próximos meses, segundo a Coordenadora de Projetos da Construção do FGV Ibre, Ana Maria Castelo. Por outro lado, ela chama atenção para o recuo do Índice da Situação Atual (ISA-CST), em um nível que expressa uma avaliação "bastante negativa" das condições correntes dos negócios, com o indicador alcançando o pior resultado desde maio de 2021.
"O movimento não foi uniforme entre os segmentos da construção: mostrou-se bastante pronunciado entre as empresas de Edificações Residenciais, que apontaram enfraquecimento da carteira de contratos. Entretanto, a percepção das empresas é que esse movimento deverá ser revertido - as empresas esperam crescimento da demanda e sinalizam aumentar a contratação de trabalhadores nos próximos meses", afirma.
Castelo ainda considera que o enfraquecimento atual da carteira de contratos pode causar uma redução no ritmo de crescimento da atividade, antes que volte a crescer e pressionar novamente o mercado de trabalho.
Em outubro, o Índice de Situação Atual (ISA-CST) recuou 1,7 ponto, registrando 89, pontos, enquanto o Índice de Expectativas (IE-CST) avançou 2,1 pontos, para 92,6 pontos.
O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) da construção, por sua vez, recuou 1,1 ponto porcentual em outubro, para 77%. Os Nucis de Mão de Obra e de Máquinas e Equipamentos também diminuíram 1 ponto porcentual, para 78,8% e 71,8%, respectivamente.