O Banco da Rússia manteve nesta sexta-feira, 23, a taxa básica de juros em 14% ao ano, diante de pressões elevadas sobre os preços e de expectativas de inflação em patamar alto. O crescimento da economia, no entanto, segue em ritmo moderado no segundo semestre deste ano.
Em comunicado, o BC russo informou que a inflação persistente continua na faixa de 5% a 6% em termos anualizados, principalmente devido à redução temporária da capacidade produtiva em alguns setores. A instituição afirma que o cenário exige que a demanda agregada cresça de forma moderada para que a inflação subjacente retome sua trajetória de queda.
No terceiro trimestre, os preços com ajuste sazonal registraram média de 8% em termos anualizados, ante 4,8% no segundo trimestre. O núcleo da inflação, na mesma base, avançou de 4,5% para 6,2%.
Segundo o BC russo, a dinâmica dos preços seguiu influenciada por componentes voláteis, principalmente combustíveis automotivos. A inflação anual foi estimada em 6,8%, com projeção de encerrar 2026 entre 7,1% e 7,6%.
A instituição avaliou ainda que os riscos pró-inflacionários predominam sobre os desinflacionários. "Permanecem presentes riscos pró-inflacionários relacionados a um período prolongado em que o crescimento dos salários supera o da produtividade, bem como à deterioração do cenário econômico global e ao aumento das pressões inflacionárias externas em meio a tensões geopolíticas", ressaltou.
A próxima reunião de política monetária está marcada para 18 de dezembro.