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Rio, 22/10/2026 – A três dias do segundo turno das eleições para a Presidência da República, a Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo) apresentará uma pauta de reivindicações do setor moageiro à equipe de transição do candidato eleito no domingo, informou o presidente-executivo da entidade, Rubens Barbosa, nesta quinta-feira (22), durante o segundo dia do 33º Congresso Internacional do Trigo, no Rio de Janeiro (RJ).
Durante a abertura do evento, Barbosa destacou a conjuntura política e eleitoral do País. “No domingo, em um ambiente de forte polarização, vamos decidir o rumo do Brasil nos próximos quatro anos, em um momento de grandes transformações globais”, afirmou. “A partir de janeiro, a Abitrigo deverá tratar com um novo governo. No período de transição, vamos contatar a equipe do presidente eleito para transmitir as preocupações e os anseios do setor.”
Entre os pleitos que serão encaminhados ao novo governo estão a formulação de uma política nacional para o trigo, a melhoria da infraestrutura de armazenagem, a criação de linhas de crédito específicas para os moinhos, aspectos regulatórios e o apoio à expansão da cultura no Cerrado.
A apresentação das demandas ao governo eleito fundamenta-se no cenário de restrição da oferta nacional. Diante de adversidades climáticas e financeiras enfrentadas por produtores brasileiros, que reduziram a produtividade e a qualidade do grão nos Estados da Região Sul, além de potenciais problemas de qualidade no trigo da Argentina, a entidade calcula que o País registrará a maior importação dos últimos 30 anos, podendo atingir ou ultrapassar 9 milhões de toneladas para assegurar o abastecimento do mercado interno.
Barbosa também destacou que o setor moageiro enfrenta os efeitos de conflitos internacionais, como a guerra na Ucrânia e as tensões no Irã, que afetam os preços dos fertilizantes e do diesel, além de elevar os custos com frete e seguro marítimo.
Para a safra 2026/27, Barbosa apontou que a elevação na carga tributária sobre o trigo importado, o corte de 10% no crédito presumido e o aumento nos custos com insumos e embalagens tendem a elevar os custos industriais, com reflexos nos preços da farinha e de derivados, como pães e massas.