Abiove: esmagamento deve crescer 3,8% em 2027, para 66 milhões de t

22/10/2026 às 12:09 atualizado por Gabriel Azevedo - Estadão | Siga-nos no Google News
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São Paulo, 22 - O esmagamento de soja no Brasil, etapa em que a indústria processa o grão para obter farelo, usado na ração animal, e óleo, deve chegar a 66 milhões de toneladas em 2027, crescimento de 3,8% ante os 63,6 milhões de toneladas projetados para 2026, segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), em nota divulgada nesta quinta-feira, 22. A entidade também projeta aumento da produção de farelo e de óleo e recuo de 0,8% na exportação de soja em grão no próximo ano. Para 2027, a Abiove projeta produção de soja de 181,617 milhões de toneladas, alta de 0,7% ante os 180,407 milhões de toneladas estimados para 2026. A exportação de grão está prevista em 113 milhões de toneladas, ante 113,9 milhões de toneladas projetados para este ano, e a importação, em 900 mil toneladas. A produção de farelo de soja deve alcançar 50,8 milhões de toneladas em 2027, alta de 3,8% sobre as 48,95 milhões de toneladas estimadas para 2026. O consumo interno do produto está projetado em 23,1 milhões de toneladas, avanço de 7,4% ante os 21,5 milhões de toneladas previstos para este ano, e a exportação, em 26,3 milhões de toneladas, alta de 4,0% sobre os 25,3 milhões de toneladas de 2026. No mercado de óleo de soja, a entidade estima produção de 13,27 milhões de toneladas em 2027, avanço de 3,7% ante os 12,8 milhões de toneladas projetados para 2026. O consumo interno deve crescer 4,5%, de 11 milhões para 11,5 milhões de toneladas, enquanto a exportação deve recuar 2,6%, de 1,95 milhão para 1,9 milhão de toneladas. A importação está estimada em 100 mil toneladas, ante 125 mil toneladas em 2026. Os estoques finais, volume que sobra ao término do ano, devem somar 8,194 milhões de toneladas no caso da soja em grão, alta de 6,8% sobre os 7,672 milhões de toneladas estimados para o fim de 2026. No farelo, a projeção é de 5,647 milhões de toneladas, avanço de 33,0%, e no óleo, de 606 mil toneladas, queda de 4,7%. Em relação a 2026, a Abiove elevou, ante a estimativa de setembro, o esmagamento de 63,5 milhões para 63,6 milhões de toneladas (+0,2%) e a produção de farelo de 48,9 milhões para 48,95 milhões de toneladas (+0,1%). A de óleo foi mantida em 12,8 milhões de toneladas, e a safra, em 180,407 milhões de toneladas, volume que tem como base os dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) de 15 de outubro. O diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da Abiove, Daniel Furlan Amaral, comentou o ritmo atual da indústria: "O forte ritmo de esmagamento reflete a resposta ágil da nossa indústria à crescente demanda nacional por farelo, essencial para a produção de alimentos, e por óleo, fundamental para a fabricação de biocombustíveis e para as exportações", afirmou. Segundo ele, "esse cenário consistente de alta no processamento nos prepara estrategicamente para continuar suprindo o país diante da expectativa do aumento da mistura obrigatória de biodiesel para B16, prevista para março". A mistura obrigatória é o porcentual de biodiesel que deve ser adicionado ao diesel vendido no País, e o B16 corresponde a 16%. A exportação de soja em grão em 2026 foi reduzida em 1,0%, de 115 milhões para 113,9 milhões de toneladas, e a importação subiu 5,6%, de 900 mil para 950 mil toneladas. Com isso, o estoque final de soja projetado para 2026 aumentou 14,9%, de 6,679 milhões para 7,672 milhões de toneladas. A exportação de farelo foi mantida em 25,3 milhões de toneladas, e a de óleo subiu 8,3%, de 1,8 milhão para 1,95 milhão de toneladas. O consumo interno de farelo passou de 21,4 milhões para 21,5 milhões de toneladas (+0,5%), e o estoque final do produto caiu 1,2%, para 4,246 milhões de toneladas. No óleo, o consumo interno foi mantido em 11 milhões de toneladas, e o estoque final recuou 19,1%, de 786 mil para 636 mil toneladas. Nos dados mensais, o esmagamento de agosto foi de 5,03 milhões de toneladas, queda de 1,8% ante julho e alta de 9% sobre agosto de 2025. De janeiro a agosto, a indústria processou 38,67 milhões de toneladas, avanço de 8,4% sobre o mesmo período do ano passado. As comparações consideram o ajuste pelo porcentual amostral: os números mensais de 2026 cobrem uma amostra de cerca de 90,83% do processamento do País. A exportação de óleo de soja projetada para 2026 compara-se a 1,363 milhão de toneladas em 2025, segundo a planilha de estatísticas da Abiove. As projeções da entidade consideram o ano civil, de janeiro a dezembro.

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