Anea eleva safra 2025/26 para 4,27 mi de toneladas de Algodão

Segundo a Anea, a revisão reflete produtividades superiores às expectativas iniciais

21/10/2026 às 13:47 atualizado por Gabriel Azevedo - Estadão | Siga-nos no Google News
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São Paulo, 21/10/2026 – A Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) elevou em 93 mil toneladas, ou 2,2%, a estimativa da safra brasileira de algodão 2025/26, para 4,271 milhões de toneladas de pluma, e manteve a expectativa de recorde nas exportações entre julho de 2026 e junho de 2027, mesmo com a redução de 26 mil toneladas na projeção de embarques do segundo semestre deste ano. As informações constam de nota divulgada nesta quarta-feira (21), com base na reunião do Comitê de Oferta e Demanda da entidade, realizada na terça-feira (20).

Segundo a Anea, a revisão reflete produtividades superiores às expectativas iniciais. O presidente da entidade, Dawid Wajs, afirmou que o desempenho das lavouras ao longo da colheita confirmou resultados melhores do que os previstos. “As produtividades vieram bem acima do esperado durante a colheita”, disse.

Para a safra 2026/27, a associação elevou a estimativa de produção de 4,029 milhões para 4,267 milhões de toneladas, alta de 5,9%. De acordo com Wajs, a revisão considera a janela favorável de plantio da soja e as indicações dos produtores sobre as projeções para o próximo ciclo. A entidade acompanha os riscos climáticos, especialmente a possibilidade de um episódio intenso de El Niño, que poderá influenciar os resultados da próxima safra. Com duas safras consecutivas acima de 4,2 milhões de toneladas, o Brasil deverá manter volumes elevados disponíveis para exportação, segundo a Anea.

Apesar da revisão positiva na produção, a associação reduziu de 1,604 milhão para 1,578 milhão de toneladas a projeção de exportações do segundo semestre de 2026, ajuste de 26 mil toneladas. Segundo a entidade, a mudança considera o atraso da colheita e dificuldades logísticas nos portos, que afetam o ritmo dos embarques. Com 1,814 milhão de toneladas embarcadas no primeiro semestre, a estimativa de exportações para o ano de 2026 ficou em 3,392 milhões de toneladas.

Mesmo com essas dificuldades, a Anea mantém avaliação positiva para o comércio internacional da fibra brasileira. Wajs disse que o volume da safra deverá sustentar os embarques nos próximos meses. “A gente acredita que o Brasil ainda deve bater recorde de exportação na soma do segundo semestre de 2026 com o primeiro semestre de 2027, porque temos uma safra consideravelmente grande e esse algodão tem que sair”, pontuou.

Para 2027, a associação projeta exportações de 3,419 milhões de toneladas, sendo 1,8 milhão de toneladas no primeiro semestre e 1,619 milhão de toneladas no segundo. A estimativa para o segundo semestre foi elevada em 8 mil toneladas em relação à de agosto.

Com a produção maior e o ajuste no calendário de exportações, a Anea também revisou os estoques de passagem, volume que sobra ao fim de um período e segue para o seguinte. Para dezembro de 2026, a estimativa passou de 2,914 milhões para 3,038 milhões de toneladas, ante 2,899 milhões de toneladas em dezembro de 2025. Para dezembro de 2027, a projeção subiu de 2,780 milhões para 3,149 milhões de toneladas. Na tabela de oferta e demanda que acompanha a nota, os estoques finais de junho aparecem em 714 mil toneladas em 2026 e 869 mil toneladas em 2027, ante 712 mil e 738 mil toneladas na projeção de agosto.

O consumo doméstico foi mantido em 745 mil toneladas em 2026 e em 753 mil toneladas em 2027.


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