19/10/2026 às 14:53 atualizado por
Julia Maciel
- Estadão |
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São Paulo, 19 - A CropLife Brasil entregou ao governo federal uma carta com 12 propostas para subsidiar a construção da posição oficial brasileira para a 17ª Conferência das Partes (COP17) da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), que ocorre de 21 a 30 de outubro, em Yerevan, na Armênia.
Em nota, a entidade informou que o documento foi encaminhado, por meio de ofício, ao Ministério das Relações Exteriores (MRE), ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e à Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio).
Para a COP17, a CropLife propõe temas ligados à revisão do Marco Global de Biodiversidade de Kunming-Montreal, à biologia sintética, à avaliação e à gestão de risco de organismos vivos modificados, à repartição de benefícios relacionada à Informação de Sequência Digital (DSI), além de manejo integrado, financiamento e coexistência entre biodiversidade e agricultura.
"A experiência da agricultura tropical brasileira demonstra que é possível conciliar competitividade, conservação da vegetação nativa e uso sustentável dos recursos naturais", afirmou, em comunicado, a gerente regulatória e institucional de bioinsumos da CropLife Brasil, Julia Pupe. "Na COP17, queremos apresentar essas experiências, com base em evidências técnicas e científicas, e mostrar como a inovação no campo pode contribuir para as metas globais de biodiversidade."
Na programação do evento, a entidade pretende apresentar o projeto Renera - Brazilian Bioinputs Hub, voltado ao uso sustentável de soluções biológicas nacionais, e organizar dois eventos paralelos com participação do Mapa, da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e da CropLife International.