Dirigente do BCE diz que alta de rendimentos soberanos funcionará como freio à economia

14/10/2026 às 10:22 atualizado por Dow Jones Newswires* - Estadão | Siga-nos no Google News
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O dirigente do Banco Central Europeu (BCE) e presidente do Banco da França, Emmanuel Moulin, afirmou nesta quarta-feira que as decisões de política monetária estão sendo tomadas a cada reunião, com forte dependência dos dados que chegam e também da leitura das condições de mercado. Moulin observou que a recente e forte alta dos rendimentos dos títulos públicos está funcionando como um freio para a economia.

Segundo ele, as condições financeiras vêm se apertando porque os juros subiram especialmente no "lado longo" da curva - isto é, nas taxas de vencimentos mais longos, que influenciam o custo de financiamento de governos, empresas e famílias.

Falando durante as reuniões anuais do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial em Bangcoc, Moulin evitou comentar diretamente as expectativas do mercado sobre o rumo das taxas de juros do BCE, ressaltando que o banco central está olhando principalmente para os indicadores econômicos e para o comportamento dos mercados financeiros.

Apesar desse ambiente, o dirigente se mostrou relativamente confiante de que o governo francês pode realizar uma consolidação fiscal relevante nos próximos anos. Ele reconheceu que a venda de títulos do governo francês se intensificou neste mês, empurrando os custos de captação de longo prazo para perto dos níveis mais altos em décadas.

Investidores temem um quadro de paralisia política que dificulte o controle dos gastos públicos, mantendo viva a preocupação de que o país caminha para uma "espiral" de endividamento. Mesmo com discussões sobre forçar cortes de gastos no Parlamento, os receios não teriam sido totalmente dissipados.

Moulin argumentou, porém, que a França já conseguiu reduzir déficits de forma significativa no passado e que, embora rendimentos mais altos estejam elevando os custos de serviço da dívida, ainda é "totalmente possível" fazer um ajuste desse tipo sem depender excessivamente de um crescimento muito forte. Para ele, a chave é que o plano seja consistente e sustentado.

Em comentário separado no mesmo dia, a diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, reforçou que levará tempo até que a França reduza déficit e dívida a níveis que transmitam confiança plena ao mercado, mas afirmou permanecer otimista de que o país apresentará um orçamento que coloque as contas públicas em trajetória descendente. Fonte: Dow Jones Newswires.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado


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