
São Paulo, 14/10/2026 – A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) elevou a estimativa de exportação de soja do Brasil em outubro para 6,55 milhões de toneladas, ante 6,18 milhões de toneladas projetadas na semana anterior, alta de 5,9%. O volume também supera em 2,3% os 6,40 milhões de toneladas embarcados em outubro de 2025. As projeções são baseadas na programação de embarques e constam do relatório semanal da entidade. Para o milho, a Anec elevou a previsão de outubro para 6,41 milhões de toneladas, ante 5,34 milhões de toneladas na semana passada, avanço de 20,0%. Na comparação anual, a estimativa representa alta de 12,6% ante os 5,69 milhões de toneladas exportados em outubro de 2025.
No acumulado de janeiro a outubro, considerando a programação deste mês, os embarques de soja somam 107,95 milhões de toneladas, alta de 6,4% ante igual período de 2025. No milho, o acumulado chega a 25,87 milhões de toneladas, queda de 12,8% ante o mesmo intervalo do ano passado.
Para o farelo de soja, a Anec elevou a projeção de outubro para 2,55 milhões de toneladas, ante 2,09 milhões de toneladas estimadas na semana anterior, alta de 22,3%. O volume representa avanço de 47,9% ante 1,73 milhão de toneladas exportado em outubro de 2025. No acumulado do ano, os embarques do produto somam 21,86 milhões de toneladas, crescimento de 14,4% ante igual período do ano passado.
Os embarques de DDGS, subproduto das usinas de etanol de milho, são estimados em 49 mil toneladas em outubro, ante 45 mil toneladas na semana passada e 29,2 mil toneladas em igual mês de 2025. Para sorgo, a programação subiu para 1,52 milhão de toneladas, ante 1,44 milhão de toneladas projetado anteriormente. Somando soja, farelo de soja, milho, trigo, DDGS e sorgo, os embarques programados para outubro totalizam 17,08 milhões de toneladas, alta de 13,1% ante a previsão da semana anterior e de 23,3% ante outubro do ano passado.
Na programação da semana de 11 a 17 de outubro, os embarques de soja somam 1,70 milhão de toneladas, alta de 3,3% ante 1,65 milhão de toneladas na semana anterior, de 4 a 10 de outubro. No milho, o line-up semanal indica 1,80 milhão de toneladas, avanço de 93,6% ante 928,5 mil toneladas. Para o farelo de soja, estão previstas 688,8 mil toneladas, alta de 5,7% ante 651,4 mil toneladas. O sorgo avança para 464,5 mil toneladas, ante 261,1 mil toneladas.
Os maiores volumes de soja da semana estão previstos para Rio Grande (470,9 mil toneladas), Santos (405,2 mil t), Paranaguá (397,6 mil t), São Luís/Itaqui (177,4 mil t) e Aratu/Cotegipe (135 mil t). No milho, Santos lidera, com 724,3 mil toneladas, seguido por Barcarena (497,8 mil t), Santarém (212,7 mil t), São Francisco do Sul (176,4 mil t) e Vitória (65 mil t). Para farelo de soja, os maiores volumes saem por Santos (272,5 mil t), Paranaguá (243,4 mil t), São Luís/Itaqui (63 mil t) e Rio Grande (58 mil t).
Na semana anterior, os embarques de soja somaram 1,65 milhão de toneladas, com Santos à frente (557,3 mil t), seguido por Rio Grande (469 mil t), São Luís/Itaqui (259,7 mil t) e Paranaguá (208,2 mil t). O milho totalizou 928,5 mil toneladas, puxado por Santos (304,9 mil t), Barcarena (171,6 mil t), São Luís/Itaqui (126,9 mil t), Paranaguá (126,6 mil t) e Itacoatiara (100,9 mil t).
A China permanece como principal destino da soja brasileira no acumulado de janeiro a setembro, com 70% dos embarques, seguida por Espanha (4%) e Tailândia, Turquia e Paquistão, com 3% cada. No milho, o Egito lidera as compras, com 25% do volume, à frente de Irã (14%) e Vietnã (10%). No farelo de soja, os principais destinos são Indonésia (17%), Holanda e Tailândia, com 11% cada, e Irã (10%).
A Anec ressalta que os números são baseados na programação de embarques e, portanto, podem sofrer alterações conforme as condições operacionais dos portos e outros fatores logísticos.