Ouro fecha em queda pressionado por dólar forte e avanço de juros dos Treasuries

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para dezembro encerrou em baixa de 1,11%, a US$ 4.140,7 por onça-troy. A prata para dezembro recuou 2,1%, a US$ 60,29 por onça-troy

07/10/2026 às 14:58 atualizado por Darlan de Azevedo* - Estadão | Siga-nos no Google News
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O ouro fechou em queda nesta quarta-feira, 7, impactado pelo fortalecimento do dólar americano e avanço nos juros dos Treasuries, enquanto os traders aguardavam a divulgação, nesta tarde, da ata da última reunião do Federal Reserve (Fed).

 

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para dezembro encerrou em baixa de 1,11%, a US$ 4.140,7 por onça-troy. A prata para dezembro recuou 2,1%, a US$ 60,29 por onça-troy.

 

O metal precioso foi pressionado pela valorização do dólar, enquanto o conflito no Oriente Médio impulsiona os preços do petróleo, mantendo o Brent acima de US$ 100 por barril. A retomada do movimento altista nos rendimentos dos Treasuries também contribuiu para a menor a atratividade do metal, que não paga juros aos investidores.

 

O mercado ficou à espera de possíveis sinais, na ata da reunião de setembro do Federal Reserve (Fed), de como se darão os próximos passos da autoridade monetária. Por ora, há ampla expectativa de que o BC dos EUA mantenha os juros inalterados em outubro, mas volte a elevas as taxas até dezembro, de acordo com a ferramenta FedWatch do CME Group.

 

Para a analista Priyanka Sachdeva, da Phillip Nova, a direção do ouro dependerá mais de como o risco geopolítico se traduz nos preços do petróleo, nas expectativas de inflação, e nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA. "O ouro a US$ 4.000 por onça-troy continua sendo um nível importante e um movimento em direção a essa zona poderia atrair compras escalonadas, se a narrativa estrutural de longo prazo permanecer intacta", explica.

 

A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, alertou nesta quarta-feira que a economia global enfrenta riscos de preços de energia persistentemente altos, dívida pública recorde e riscos do boom de investimentos em inteligência artificial (IA).

 

No radar, as reservas de ouro da China aumentaram para 77,47 milhões de onças troy finas no fim de setembro, ante 76,73 milhões de onças no mês anterior, segundo o Banco do Povo da China (PBoC, em inglês).

 

*Com informações da Dow Jones Newswires


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