
São Paulo, 07/10/2026 – A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) projeta exportação de 6,18 milhões de toneladas de soja pelo Brasil em outubro, queda de 3,4% em comparação com os 6,40 milhões de toneladas embarcadas em igual mês de 2025. Para o milho, a estimativa é de 5,34 milhões de toneladas, queda de 6,2% ante os 5,69 milhões de toneladas exportadas em outubro do ano passado. As projeções são baseadas na programação de embarques e constam do Informativo Mensal da entidade.
Na comparação com setembro, quando o Brasil exportou 7,11 milhões de toneladas de soja, a estimativa para outubro indica recuo de 13,1%, seguindo o comportamento sazonal de desaceleração após o pico de embarques do início do segundo semestre. Com a projeção para outubro, os embarques de soja acumulados no ano chegam a 107,58 milhões de toneladas, alta de 6% ante os 101,48 milhões de toneladas registradas de janeiro a outubro de 2025. A Anec mantém a estimativa de exportações totais de soja em 114 milhões de toneladas até o fim de 2026.
Em relação a milho, a estimativa de outubro fica praticamente estável ante setembro, quando o Brasil exportou 5,31 milhões de toneladas, com leve alta de 0,5%. No acumulado de janeiro a outubro, considerando a programação deste mês, as exportações somam 24,80 milhões de toneladas, queda de 16,3% ante 29,64 milhões de toneladas em igual intervalo do ano passado.
Segundo a Anec, a colheita do milho de segunda safra está praticamente concluída, com 99,9% da área colhida, restando apenas alguns pontos no Paraná e em São Paulo. A Conab revisou a estimativa da safra 2025/26 do cereal para 144 milhões de toneladas, e a projeção de consumo interno para 2026 subiu de 95 milhões para 98,2 milhões de toneladas.
Para o farelo de soja, a Anec projeta embarques de 2,09 milhões de toneladas em outubro, alta de 20,9% ante 1,73 milhão de toneladas em igual mês de 2025. Frente a setembro, quando o Brasil embarcou 1,94 milhão de toneladas, a estimativa representa avanço de 7,8%. No acumulado de janeiro a outubro, as exportações do produto somam 21,40 milhões de toneladas, crescimento de 11,9% ante igual período do ano passado.
Os embarques de DDGS, subproduto das usinas de etanol de milho, são estimados em 45 mil toneladas em outubro, alta de 54,3% ante 29,2 mil toneladas em igual mês de 2025. Para sorgo, a programação indica 1,44 milhão de toneladas no mês, mais que o dobro das 695 mil toneladas embarcadas em setembro. Somando soja, farelo de soja, milho, trigo, DDGS e sorgo, os embarques programados para outubro totalizam 15,09 milhões de toneladas, alta de 9% ante outubro do ano passado.
Na programação da semana de 4 a 10 de outubro, os embarques de soja somam 2,05 milhões de toneladas, alta de 36,3% ante 1,50 milhão de toneladas na semana anterior, de 27 de setembro a 3 de outubro. No milho, o line-up semanal indica 1,36 milhão de toneladas, avanço de 18,7% ante 1,15 milhão de toneladas. Para o farelo de soja, estão previstas 866 mil toneladas, mais que o dobro das 346 mil toneladas da semana anterior. O sorgo avança para 400 mil toneladas, ante 341 mil toneladas.
Os maiores volumes de soja da semana estão previstos para Santos (621 mil toneladas), Rio Grande (467 mil t), Paranaguá (465 mil t), São Luís/Itaqui (257 mil t) e Aratu/Cotegipe (70 mil t). No milho, Santos também lidera, com 441 mil toneladas, seguido por Barcarena (235 mil t) e São Luís/Itaqui (183 mil t). Para farelo de soja, os maiores volumes saem por Santos (382 mil t), Paranaguá (250 mil t), Rio Grande (73 mil t) e Aratu/Cotegipe (67 mil t).
Na semana anterior, os embarques de soja haviam sido liderados por Rio Grande (394 mil t), Santos (317 mil t) e São Luís/Itaqui (261 mil t).
A China permanece como principal destino da soja brasileira, absorvendo 70% do total exportado entre janeiro e setembro, seguida por Espanha (4%) e Tailândia, Turquia e Paquistão, com 3% cada. No milho, o Egito lidera as compras, com 25% do volume embarcado no período, à frente de Irã (14%) e Vietnã (10%). No farelo de soja, a Indonésia é o maior comprador, com 17% do total, seguida por Holanda e Tailândia, com 11% cada.
A Anec ressalta que os números são baseados na programação de embarques e, portanto, podem sofrer alterações conforme as condições operacionais dos portos e outros fatores logísticos.