A dívida pública francesa atingiu um nível recorde durante os dois mandatos do presidente da França, Emmanuel Macron, gerando apreensão entre investidores e emergindo como uma questão decisiva para a eleição presidencial do próximo ano. Nesta quinta-feira, o governo informou que o orçamento voltará a ultrapassar os limites de gastos da UE e que a dívida pública deve subir para quase 122% do Produto Interno Bruto (PIB), um novo recorde.
A França, mais uma vez, ficará longe de equilibrar seu orçamento estatal anual no próximo ano, apesar de uma proposta de cortes de gastos de 54 bilhões de euros.
Com a França já sob forte tensão social, os candidatos que disputam a sucessão de Macron estão sendo pressionados a explicar como pretendem controlar a dívida. O endividamento atual equivale a 119% do PIB, e a situação precária das finanças públicas do país deve dominar a campanha eleitoral.
Uma proposta específica para resolver a questão da dívida tem sido alvo de intenso escrutínio. O candidato presidencial de esquerda radical Jean-Luc Mélenchon propôs o cancelamento dos títulos da dívida pública francesa detidos pelo Banco Central Europeu (BCE) para liberar recursos destinados a gastos públicos, argumentando que isso permitiria investimentos.
A presidente do BCE, Christine Lagarde, afirma que a ideia de Mélenchon pode representar uma "violação flagrante" do tratado da União Europeia, que proíbe o financiamento de governos nacionais por bancos centrais. Lagarde ressaltou que, se o país congelar sua dívida agora, os credores poderão exigir condições exorbitantes ou simplesmente recusar novos empréstimos na próxima vez que o governo buscar financiamento.
Outros setores, à direita, consideram a proposta de Mélenchon irrealista; a líder de extrema-direita Marine Le Pen, por sua vez, defende reformas para "sanear" as finanças públicas. Fonte: Associated Press.
*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado