FGV: índice de confiança empresarial (ICE) cai 1,2 ponto em setembro ante agosto, a 89,3 pontos

01/10/2026 às 08:29 atualizado por Gabriela da Cunha - Estadão | Siga-nos no Google News
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O Índice de Confiança Empresarial (ICE), calculado pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), caiu 1,2 ponto em setembro na comparação com agosto, para 89,3 pontos. Pela métrica de médias móveis trimestrais, o índice também recuou 1,2 ponto e passou a indicar tendência de queda pela terceira leitura consecutiva (em agosto, a baixa havia sido de 0,7 ponto).

Segundo a FGV, o recuo foi disseminado entre os quatro setores pesquisados. A maior queda ocorreu no Comércio, com baixa de 2,9 pontos, para 81,3. Indústria e Construção recuaram 2,4 e 1,4 ponto, para 91,3 e 90,5, respectivamente. Em Serviços, a queda foi de 0,9 ponto, para 88,1. Nas médias móveis trimestrais, todos os setores seguem em trajetória declinante.

Em setembro de 2025, o indicador havia subido 1,9 ponto.

Para Aloisio Campelo Jr., pesquisador do FGV IBRE, há deterioração das expectativas, com piora nas projeções para a demanda nos próximos três meses e para a situação dos negócios nos próximos seis meses. "Os resultados indicam avanço, entre os setores, das expectativas de continuidade da tendência de desaceleração da atividade observada neste trimestre", afirmou em nota.

O cálculo do ICE considera pesos proporcionais à participação de cada setor na economia, com base em informações das pesquisas estruturais anuais do IBGE. O objetivo, segundo a FGV, é permitir uma avaliação mais consistente do ritmo da atividade econômica.

O Índice de Situação Atual Empresarial (ISA-E) recuou 1,1 ponto em setembro ante agosto, para 90,8 pontos - patamar não observado desde fevereiro de 2022 (90,6). Entre os componentes, a satisfação com a situação atual dos negócios caiu 2,3 pontos, para 89,1, enquanto o indicador de demanda no momento presente avançou 0,2 ponto, para 92,6.

Já o Índice de Expectativas Empresariais (IE-E) caiu 1,2 ponto no mês, para 87,9 - o quinto recuo em sete meses, refletindo aumento do pessimismo. O indicador de otimismo com a demanda para os três meses seguintes cedeu 0,7 ponto, para 87,1, e o de expectativas para a evolução dos negócios nos seis meses à frente recuou 1,7 ponto, para 89,0.

A coleta de dados da edição de setembro foi realizada entre 1º e 25 do mês.


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