São Paulo, 30 - A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) reduziu a estimativa de embarques de soja do Brasil em setembro para 7,24 milhões de toneladas, ante 8,02 milhões de toneladas projetadas na semana anterior, queda de 9,7%.
Mesmo com o corte, o volume representa alta de 3,8% sobre os 6,97 milhões de toneladas exportados em setembro de 2025. As projeções são baseadas na programação de embarques e constam do relatório semanal da entidade, elaborado com dados da Cargonave.
Para o milho, a Anec também reduziu a estimativa de setembro, para 5,40 milhões de toneladas, ante 5,97 milhões de toneladas previstas na semana passada, recuo de 9,6%. Na comparação anual, o volume representa queda de 22,7% ante os 6,98 milhões de toneladas exportados em setembro de 2025.
No acumulado de janeiro a setembro, considerando a programação deste mês, os embarques de soja somam 101,53 milhões de toneladas, alta de 6,8% ante 95,08 milhões de toneladas em igual período de 2025. No milho, o acumulado chega a 19,55 milhões de toneladas, queda de 18,4% ante 23,95 milhões de toneladas no mesmo intervalo do ano passado.
No caso do farelo de soja, a Anec reduziu a previsão de setembro para 1,96 milhão de toneladas, ante 2,22 milhões de toneladas indicadas na semana anterior, queda de 11,5%. O volume fica praticamente estável ante setembro de 2025, quando o Brasil embarcou 1,96 milhão de toneladas do produto. No acumulado do ano, considerando a programação de setembro, as exportações de farelo somam 19,34 milhões de toneladas, crescimento de 11,1% ante igual período do ano passado.
Os embarques de DDGS, subproduto das usinas de etanol de milho, são estimados em 73,8 mil toneladas em setembro, ante 74,8 mil toneladas na semana passada e 118,0 mil toneladas em igual mês de 2025. Para sorgo, a programação caiu para 693,2 mil toneladas, ante 756,8 mil toneladas projetadas na semana anterior. Somando soja, farelo de soja, milho, trigo, DDGS e sorgo, os embarques programados para setembro totalizam 15,36 milhões de toneladas, queda de 9,8% ante a previsão da semana anterior e recuo de 4,2% ante setembro de 2025.