Proibição sobre US$ 1 bilhão em importações canadenses entra em vigor nos EUA

29/09/2026 às 21:25 atualizado por Associated Press* - Estadão | Siga-nos no Google News
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Os Estados Unidos colocaram em prática, no início desta terça-feira, a decisão de bloquear quase US$ 1 bilhão em importações do Canadá, incluindo bebidas alcoólicas, laticínios e motocicletas.

A medida foi adotada como resposta à retaliação canadense às tarifas americanas. Embora tenha efeito limitado diante do comércio bilateral anual de cerca de US$ 880 bilhões, o anúncio representa mais um passo na escalada da guerra comercial do segundo mandato do presidente Donald Trump contra um aliado histórico e parceiro de longa data.

"Isso certamente não ajuda em nada a reduzir as tensões comerciais entre Estados Unidos e Canadá", afirmou o advogado especializado em comércio Patrick Childress, sócio do Holland & Knight e ex-integrante do governo americano na área.

Segundo Childress, muitos itens agora vetados já eram alvo das tarifas de Trump. "Para vários desses bens, os 50% já funcionavam como uma proibição na prática, ao tornar antieconômica a importação do Canadá para os Estados Unidos", disse.

Entre os produtos atingidos estão itens lácteos, como o soro do leite (whey). Os dois países travam disputas há anos sobre a política canadense de proteção do setor, que impõe tarifas elevadas quando as compras externas ultrapassam um sistema de cotas.

O bloqueio também alcança motocicletas. A Bombardier, de Quebec, confirmou que os modelos Can-Am Spyder e Canyon "serão excluídos da importação para os EUA". A empresa, porém, avalia que o impacto deve aparecer com mais força apenas no próximo ano, já que a maior parte da produção e dos embarques da temporada atual está praticamente concluída.

Trump tem defendido abertamente a transferência de manufaturas canadenses para os Estados Unidos e provocou reação no Canadá ao sugerir repetidamente que o país se torne o 51º estado americano. Na segunda-feira, ele disse estar confiante de que os canadenses vão ceder às pressões de Washington.

Questionado nesta terça sobre as declarações do presidente americano, Carney evitou responder diretamente e afirmou que o Canadá segue aberto ao diálogo.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast


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