
São Paulo, setembro de 2026 – Os brasileiros encontraram algum alívio nos preços dos alimentos em agosto, mas a queda observada em algumas categorias não se estendeu a todos os produtos presentes na rotina das famílias. O estudo “Variações de Preços: Brasil & Regiões”, realizado pela Neogrid, ecossistema de tecnologia e inteligência de dados para a gestão da cadeia de consumo, mostra, por exemplo, que o preço médio dos legumes recuou 16,9% em relação a julho.
A retração alcançou outros itens importantes da alimentação básica. O preço médio por quilo da carne suína passou de R$ 17,11 para R$ 16,05 – uma redução de 6,2%. Os ovos tiveram queda de 3,3% no período, enquanto o feijão e o café em pó e em grãos recuaram 3% e 1,2%, respectivamente. O movimento acompanhou o comportamento do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que registrou deflação de 0,32% em agosto, a maior queda mensal do indicador desde agosto de 2022, quando o índice havia recuado 0,36%.
“A combinação entre quedas e altas dentro da mesma cesta reforça que a inflação dos alimentos precisa ser analisada em um nível mais granular. Para o consumidor, isso significa que a percepção de alívio pode variar bastante de acordo com os produtos que fazem parte de sua rotina”, explica Marcelo Alves, gerente Executivo de Dados da Neogrid. “Para a indústria e o varejo, acompanhar apenas a inflação média não basta. É necessário entender onde o preço está mudando, em qual categoria e em qual região, para ajustar estoque, reposição e planejamento comercial antes que a mudança apareça na ponta.”
Na contramão das reduções, o preço médio por quilo da farinha de mandioca saltou de R$ 6,67 para R$ 7,05 em agosto – um acréscimo de 5,7%. A carne de frango subiu de R$ 12,29 para R$ 12,66, um avanço de 2,9%. O arroz teve incremento de 2,5%, enquanto o molho de tomate e o pão ficaram 2% e 1,8% mais caros, nessa ordem.
Pressão acumulada no ano
No acumulado entre dezembro de 2025 e agosto de 2026, o feijão apresentou a maior alta entre os itens analisados, com valorização de 30,9% – o preço médio passou de R$ 6,36 para R$ 8,33. Na sequência, aparece o leite UHT, que encareceu 29,9% no período. Também estão entre as maiores altas acumuladas os legumes (12,6%), a farinha de mandioca (11,2%) e o pão (7,3%).
Variações de preços em julho de 2026 no Centro-Oeste
No Centro-Oeste, as categorias que apresentaram maior elevação de preço foram sal (7%), farinha de trigo (9,8%), arroz (5,1%), leite UHT (3,1%) e sabão para roupa (2,8%). Por outro lado, os principais recuos foram observados em suíno (-22,5%), legumes (-13,8%), açúcar (-7,8%), detergente líquido (-7,4%) e ovos (-7,1%).
Sobre a Neogrid: Neogrid é um ecossistema de soluções que transforma dados em insights e tecnologia em poder de ação para aumentar giro de estoque, reduzir ruptura, fortalecendo a colaboração entre indústria, varejo e distribuidor. Com estratégia de transformação guiada pela Inteligência Artificial – e foco total no cliente –, atuamos para que toda a cadeia de consumo e de abastecimento opere de forma integrada, sem faltas e sem excessos, aumentando a disponibilidade de produtos de maneira mais eficiente, sustentável e rentável.
Informações: Assessoria Neogrid