Vazio sanitário do algodão começa em outubro e segue até dezembro em Mato Grosso

Sistema Famato alerta produtores sobre vazio sanitário da cultura e explica diferença de período nas regiões do estado

28/09/2026 às 13:00 atualizado por Redação - SBA | Siga-nos no Google News
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O Sistema Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Sistema Famato) informa que o calendário fitossanitário do algodão em Mato Grosso, definido pelo Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT), mantém as datas definidas pela Instrução Normativa nº 003/2024 para a safra 2026/2027. Assim, em alguns municípios do estado, o vazio sanitário inicia no dia 1º de outubro e se encerra no dia 14 de dezembro.

Durante o período estabelecido para as Regiões I (1º de outubro a 30 de novembro) e II (15 de outubro a 14 de dezembro), é proibida a existência de plantas com risco fitossanitário. A medida é considerada uma das principais estratégias para o controle do bicudo-do-algodoeiro.

Isso porque, se permanecerem plantas de algodão vivas entre uma safra e outra, principalmente soqueiras e plantas tigueras, a praga pode continuar encontrando alimento e abrigo. O período sem plantas hospedeiras ajuda a interromper o ciclo do bicudo antes do início da próxima lavoura.

Segundo o assessor técnico em Agricultura da Famato, Alex Rosa, o bicudo-do-algodoeiro é considerado a principal praga da cultura. Se não for controlada corretamente, pode causar perdas significativas na produção devido à sua alta capacidade de reprodução e elevado poder destrutivo.

“Os insetos são atraídos pelo cheiro e atacam inicialmente os botões florais, que caem após serem abertos. As flores atacadas ficam com aspecto de balão, devido à abertura anormal das pétalas. Além disso, os insetos deixam perfurações externas na maçã do algodão e, internamente, as fibras e as sementes são destruídas pelas larvas, o que impede sua abertura normal e deixa as estruturas escuras”, detalha o assessor.

As chuvas e os períodos chuvosos favorecem o desenvolvimento da praga, uma vez que a umidade conserva os botões atacados por um período maior.

“Mato Grosso consolida-se como o líder absoluto da cotonicultura nacional, respondendo por cerca de 70% de todo o algodão produzido no Brasil. O modelo produtivo destaca-se pelo cultivo de segunda safra realizado no sistema de sucessão após a colheita da soja. Na safra 2025/2026, a área plantada com a cultura do algodoeiro no estado foi de 1,36 milhão de hectares”, destaca o diretor técnico do Indea-MT, Renan Tomazele.

 

Divisão das regiões

Mato Grosso está dividido em duas regiões para o período do vazio sanitário do algodão, respeitando os diferentes calendários de produção locais.

O Sistema Famato orienta os produtores rurais a ficarem atentos aos prazos e às obrigações previstas na legislação estadual de defesa sanitária vegetal.

Confira a divisão definida pelo Indea-MT:

 

Região I – Alto Araguaia, Acorizal, Alto Garças, Alto Paraguai, Alto

Taquari, Araguaiana, Araguainha, Araputanga, Barão de Melgaço, Barra

do Bugres, Barra do Garças, Cáceres, Campinápolis, Campo Verde,

Chapada dos Guimarães, Conquista D’Oeste, Cuiabá, Curvelândia, Denise,

Dom Aquino, Figueirópolis D’ Oeste, General Carneiro, Glória D’ Oeste,

Guiratinga, Indiavaí, Itiquira, Jaciara, Jangada, Jauru, Juscimeira, Lambari

D’Oeste, Mirassol D’Oeste, Nobres, Nossa Senhora do Livramento, Nova

Brasilândia, Nova Lacerda, Nova Olímpia, Nova Xavantina, Novo São

Joaquim, Pedra Preta, Planalto da Serra, Poconé, Pontal do Araguaia,

Ponte Branca, Pontes e Lacerda, Porto Esperidião, Porto Estrela, Poxoréo,

Primavera do Leste, Reserva do Cabaçal, Ribeirãozinho, Rio Branco,

Rondonópolis, Rosário Oeste, Salto do Céu, Santo Antônio do Leste, Santo

Antônio do Leverger, São José do Povo, São José dos Quatro Marcos, São

Pedro da Cipa, Tesouro, Torixoréu, Vale do São Domingos, Várzea Grande,

Vila Bela da Santíssima Trindade.

 

Região II – Água Boa, Alta Floresta, Alto Boa Vista, Apiacás, Arenápolis,

Aripuanã, Boa Esperança do Norte, Bom Jesus do Araguaia, Brasnorte,

Campo Novo do Parecis, Campos de Júlio, Canabrava do Norte, Canarana,

Carlinda, Castanheira, Claudia, Cocalinho, Colíder, Colniza, Comodoro,

Confresa, Cotriguaçu, Diamantino, Feliz Natal, Gaúcha do Norte, Guarantã

do Norte, Ipiranga do Norte, Itanhanga, Itaúba, Juara, Juína, Juruena,

Lucas do Rio Verde, Luciara, Marcelândia, Matupá, Nortelândia, Nova

Bandeirantes, Nova Canaã do Norte, Nova Guarita, Nova Marilândia, Nova

Maringá, Nova Monte Verde, Nova Mutum, Nova Nazaré, Nova Santa

Helena, Nova Ubiratã, Novo Mundo, Novo Santo Antônio, Paranaíta,

Paranatinga, Peixoto de Azevedo, Porto Alegre do Norte, Porto dos

Gaúchos, Querência, Ribeirão Cascalheira, Rondolândia, Santa Carmem,

Santa Rita do Trivelato, Santa Cruz do Xingu, Santa Terezinha, Santo

Afonso, São Félix do Araguaia, São José do Rio Claro, São José do Xingu,

Sapezal, Serra Nova Dourada, Sinop, Sorriso, Tabaporã, Tangará da Serra,

Tapurah, Terra Nova do Norte, União do Sul, Vera e Vila Rica.

 

Informações: Sistema Famato


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