Conab: safra 2026 de café deve ser recorde de 67,61 milhões de sacas

A área total ocupada com café no Brasil aumentou 4,4% no período, de 2,26 milhões de hectares para 2,35 milhões de hectares

24/09/2026 às 10:51 atualizado por Equipe AE - Estadão | Siga-nos no Google News
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São Paulo, 24/09/2026 – A produção brasileira de café em 2026, ano de bienalidade positiva, está estimada em 67,61 milhões de sacas de 60 kg de café beneficiado, alta de 19,6% em relação à safra de 2025 (56,54 milhões de sacas). O resultado é influenciado pelo aumento da área em produção e pela melhora da produtividade média nacional e configura o maior da série histórica da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Os dados constam do 3º levantamento da cultura, divulgado hoje (24).

Movimento comum em ano de bienalidade positiva, sobretudo para o arábica, a área em produção deve crescer 5,1%, estimada em 1,95 milhão de hectares, ante 1,86 milhão de hectares em 2025. A área total ocupada com café no Brasil aumentou 4,4% no período, de 2,26 milhões de hectares para 2,35 milhões de hectares.

A produtividade média nacional deve avançar 13,8%, de 30,4 sacas por hectare em 2025 para 34,6 sacas por hectare em 2026. “Além da influência das condições fisiológicas da planta, o melhor desempenho verificado nas lavouras também se deve ao crescente uso de tecnologias de manejo pelos cafeicultores e à combinação de condições climáticas mais favoráveis”, informou a Conab, em comunicado.

No arábica, espécie que representa cerca de 70% da produção total, a estimativa aponta colheita de 48,21 milhões de sacas em 2026, elevação de 34,8% ante 2025 (35,76 milhões de sacas). Em Minas Gerais, a safra está estimada em 34,96 milhões de sacas de arábica, sendo 15,93 milhões de sacas no sul e centro-oeste do Estado. A Conab explicou que o ciclo de bienalidade positiva e a melhor distribuição das chuvas, principalmente nos meses que antecederam a florada, além do clima favorável até março – que proporcionou boa granação -, contribuíram para a produtividade.

Em São Paulo, a Conab estimou produção de 6,19 milhões de sacas de arábica. Segundo a estatal, chuvas regulares e bem distribuídas após períodos secos, temperaturas amenas e um regime térmico alinhado à bienalidade positiva impulsionaram a produtividade no interior paulista.

No conilon (robusta), a produção estimada para 2026 é de 19,93 milhões de sacas, queda de 6,6% ante 2025 (20,77 milhões de sacas). Apesar do aumento de 4% na área em produção da variedade, estimada em 386,6 mil hectares, o recuo reflete menor produtividade nacional, com impacto principalmente do desempenho no Espírito Santo.

O Espírito Santo, principal produtor de conilon, deve registrar queda de 5,4% na produção total de café. Segundo a Conab, a florada irregular do conilon, causada por baixas temperaturas, deve levar a redução de 14,3% na produção da variedade, para 12,1 milhões de sacas. Em contrapartida, a produção de arábica no Estado deve crescer 33%, para 4,38 milhões de sacas, sustentada por boas condições climáticas, expansão de 4,9% da área em produção e bienalidade positiva.

Na Bahia, a Conab apontou alta de 1,2% na produção total, impulsionada pela regularidade das condições climáticas, maior investimento em insumos e entrada de novas áreas em produção. Do total estimado, 1,19 milhão de sacas são de arábica e 3,3 milhões de sacas, de conilon.

Em Rondônia, com plantio exclusivo de conilon, o ciclo está praticamente encerrado. Com 98% das áreas colhidas até o fim de agosto, a estimativa é de safra de 2,88 milhões de sacas, alta de 24% ante 2025. “Os efeitos climáticos benéficos, especialmente no quesito chuvas, vivenciados no decorrer do desenvolvimento da cultura permitiram que os grãos apresentassem, em âmbito geral, boa qualidade e rendimento. Esse bom resultado não se deve somente às condições climáticas favoráveis, mas também ao bom pacote tecnológico adotado por parcela significativa dos cafeicultores”, concluiu a Conab.


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