
A Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgou nesta quarta-feira, 23, que o desempenho da indústria da construção voltou a cair, com atividade e emprego em recuo significativo. Os dados da Sondagem Indústria da Construção, relatório divulgado pela instituição em parceria com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), revelam que o índice que mede o nível de atividade do setor caiu 2,6 pontos de julho para agosto, de 47,3 para 44,7 pontos, respectivamente.
O índice de evolução do número de empregados de agosto também sofreu queda que chega ao valor de 2,5 pontos frente a julho, passando de 48,3 para 45,8. Para o mês de agosto, o resultado está 0,7 pontos abaixo da média histórica e marca o pior mês desde 2017.
"O setor já vinha enfrentando algumas dificuldades por conta da taxa de juros elevada, como o aumento dos custos e, por causa disso, a atividade perdeu força ao longo de 2026. Há também um quadro de incerteza bastante intenso com a proximidade das eleições, que também pode ter influenciado o desempenho da construção no mês de agosto", avalia em nota o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo.
A Utilização da Capacidade Operacional sofreu sua segunda queda consecutiva, recuando de 66% para 65%, valor acima da média para os meses de agosto, que é de 63%.
As expectativas dos empresários para a indústria da construção, por sua vez, também se deterioraram significativamente, em setembro, para todos os índices: número de empregados: -2 pontos, para 48 pontos; nível de atividade: -3,6 pontos, para 47 pontos; novos empreendimentos e serviços: -2,6 pontos; para 46,1 pontos; compras de insumos e matérias-primas: -4,3 pontos, para 45,8 pontos.
Assim, a Confederação alerta que tanto a intenção de investimentos quanto a confiança do empresário da construção sofreram quedas com a piora nas expectativas. O índice de intenção de investimentos caiu 2,7 pontos, de 42,4 para 39,7, marcando o pior resultado para setembro desde 2019. O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) encolheu 1,7 ponto no setor da construção, passando de 47,2 para 44,5. Foram consultadas 313 empresas entre 1º e 11 de setembro.