Trump: quem disse que estaríamos mortos por mudança climática, agora diz que IA vai nos matar

Trump comparou os alertas sobre possíveis riscos da IA às previsões relacionadas às mudanças climáticas, classificando-os como uma "farsa"

21/09/2026 às 13:37 atualizado por Pedro Lima - Estadão | Siga-nos no Google News
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a rejeitar nesta segunda-feira, 21, alertas sobre os riscos do avanço da inteligência artificial (IA) e reafirmou que seu governo não pretende adotar medidas que possam limitar o crescimento do setor. Em publicação na Truth Social, disse que "quem vencer a IA, vence" e reiterou que os EUA estão à frente da China na disputa tecnológica.

 

Trump comparou os alertas sobre possíveis riscos da IA às previsões relacionadas às mudanças climáticas, classificando-os como uma "farsa".

 

"As mesmas pessoas que disseram: 'Estaremos todos mortos em doze anos por causa do aquecimento global' - nome que desde então foi 'rebatizado' como mudança climática, porque o planeta estava esfriando, e não aquecendo, e ninguém morreu - são as mesmas que agora dizem que a IA vai nos matar, que robôs vão nos atacar e que tudo é um DESASTRE", escreveu o presidente dos EUA.

 

Ele afirmou, porém, que o governo adotará cautela e poderá recorrer ao Departamento de Justiça e a outros órgãos de segurança caso considere necessária alguma intervenção. "Vou apenas incentivar a IA ou SI (superinteligência)", acrescentou. "Não vou sufocar o crescimento de algo que será maior do que a Revolução Industrial ou a própria internet", publicou.

 

A declaração reforça a posição defendida por Trump nos últimos dias, após ele anunciar que pretende nomear um novo "czar" da IA e criar uma "Força de IA".

 

O presidente dos EUA também tem rejeitado pedidos de executivos do setor por uma desaceleração no desenvolvimento dos sistemas mais avançados.

 

A disputa com a China permanece no centro da estratégia norte-americana para a tecnologia. Trump afirmou que pretende preservar a liderança dos EUA, em meio às discussões entre Washington e Pequim que incluem temas ligados à IA.

 

Nesta segunda, o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, afirmou que ambos os países criarão um canal de comunicação direto para lidar com incidentes relacionados à tecnologia.


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