A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou nesta sexta-feira, 18, que o efeito médio tarifário Brasil está projetado em 9,4% para 2026, conforme a última edição do chamado boletim InfoTarifas. O valor atualizado está estimado acima dos índices de inflação projetados do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) (4,4%) e do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) (5,0%).
Os fatores de maior pressão são: custos financeiros, encargos setoriais e custos da compra de energia. O porcentual médio seria ainda maior se não fosse a entrada de recursos provenientes da repactuação das obrigações de pagamento de Uso de Bem Público (UBP) das usinas hidrelétricas.
Foi realizado o repasse de aproximadamente R$ 5,5 bilhões às distribuidoras localizadas nas áreas de abrangência da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) e da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene).
Foi a Lei nº 15.235/2025 que abriu a possibilidade de as geradoras quitarem o montante anual do UBP à vista, com desconto de 50%. Também foi previsto que o pagamento adiantado pelas geradoras seria revertido em desconto para os consumidores cativos de energia nas áreas da Sudam e da Sudene. Além de todas as distribuidoras das regiões Norte e Nordeste, a medida abarca Mato Grosso e partes de Minas Gerais e do Espírito Santo.