Renault Geely reforça investimentos no Brasil em R$ 2 bi para produção de carro eletrificado

15/09/2026 às 16:16 atualizado por Eduardo Laguna* - Estadão | Siga-nos no Google News
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A Renault Geely ampliou em R$ 2 bilhões o ciclo de investimentos no Brasil, que agora prevê R$ 5,8 bilhões até 2027. Os novos recursos serão direcionados à produção, a partir do ano que vem, de um novo modelo eletrificado da marca Renault na plataforma da Geely no complexo da montadora francesa em São José dos Pinhais, no Paraná. Antes, como confirmou nesta terça-feira, 15, a montadora, o EX2, um hatch 100% elétrico da Geely, começará a ser montado na plataforma em dezembro.

As montadoras assinaram a joint venture em novembro, quando a Geely assumiu 26,4% da participação na Renault do Brasil. Como fruto dessa parceria, o EX5, um utilitário esportivo de motorização híbrida da Geely, começou a ser produzido neste mês na fábrica paranaense, com lançamento previsto para acontecer antes do fim deste ano.

O reforço no ciclo de investimentos, iniciado no ano passado, foi anunciado em evento com a presença do governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior, e executivos globais das montadoras, incluindo o CEO do Renault Group, François Provost, o vice-presidente sênior do Geely Holding Group, Victor Yang, e o CEO da marca Renault e presidente do conselho da Renault Geely do Brasil, Fabrice Cambolive.

Com a implementação industrial da plataforma da Geely, o complexo no Paraná ganhou flexibilidade para produzir desde os tradicionais carros movidos tanto a gasolina quanto a etanol a veículos híbridos, híbridos flex e totalmente elétricos.

"Por meio de uma parceria ganha-ganha, estamos acelerando a chegada de veículos eletrificados, competitivos e acessíveis, feitos para os clientes brasileiros, além de reforçar as ambições de crescimento internacional da Renault", comentou Fabrice Cambolive.

Antes do anúncio, Cambolive observou, em entrevista coletiva à imprensa, que a Renault realiza parcerias em mercados internacionais para acelerar o crescimento e reduzir custos em regiões de alto potencial, casos de América do Sul e Ásia, especialmente a Índia.

Ao comparar o cenário atual com o de dez anos atrás - quando presidiu a operação da Renault no Brasil em meio à crise política e econômica -, Cambolive disse que o País hoje apresenta maior estabilidade econômica, porém enfrenta um mercado mais disputado, dada a invasão das marcas chinesas.

"Um dos principais pontos da nossa parceria é sempre ganhar velocidade e ganhar em custo. Achamos que isso vai nos permitir ser ainda mais acessíveis do que antes", comentou Cambolive.

Já Victor Yang, vice-presidente sênior da Geely Holding, observou que a parceria com a Renault se insere na estratégia da montadora chinesa de entrar mais rapidamente em novos mercados, aproveitando a expertise local e os fornecedores de seus parceiros.

"O mercado brasileiro e o mercado latino-americano são estrategicamente importantes para o grupo. Já estávamos aqui há mais de uma década, mas, trabalhando em conjunto com a Renault, encontramos a abordagem certa para trazer nossos produtos, nossa tecnologia e também nossas marcas", comentou o executivo chinês.

Contato: [email protected] *o repórter viajou a convite de Renault Geely


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