Em julho de 2026, o volume de vendas no comércio varejista caiu 0,8% frente a junho, na série com ajuste sazonal, após variação de 0,3% em junho de 2026. Com isso, a média móvel trimestral para o varejo variou -0,1% no trimestre encerrado em julho de 2026, após registrar -0,2% no trimestre encerrado em junho.

Frente a julho de 2025, o volume de vendas do varejo cresceu 1,2%, após alta de 2,8% em junho. No ano, o varejo acumula alta de 1,8 % e, nos últimos 12 meses, de 1,6%.
Frente ao mesmo mês de 2025, o varejo ampliado cresceu 1,8% após crescer 4,9% em junho de 2026. No ano, o setor avançou 1,9% e, nos últimos 12 meses, 1,2%. A queda no volume de vendas do comércio varejista na passagem de junho para julho de 2026, na série com ajuste sazonal, teve 5 atividades com variação negativa e 3 com variações positivas. No campo negativo, vieram Móveis e eletrodomésticos (-4,9%), Livros, jornais, revistas e papelaria (-4,2%), Tecidos, vestuário e calçados (-2,7%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-2,2%) e Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,2%). No campo positivo, destacaram-se Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (0,6%), Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (0,6%) e Combustíveis e lubrificantes (0,3%).
No comércio varejista ampliado, houve variação no campo positivo para os dois setores adicionais: Veículos e motos, partes e peças (0,3%) e Material de construção (0,7%).
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Frente a julho de 2025, cinco atividades registram queda
Em julho de 2026, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o comércio varejista registrou 3 atividades no campo positivo e 5 no campo negativo: Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (4,7%), Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (2,9%), Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (2,5%), Combustíveis e lubrificantes (-0,5%), Livros, jornais, revistas e papelaria (-1,7%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-2,3%), Móveis e eletrodomésticos (-3,7%) e Tecidos, vestuário e calçados (-4,7%). A leitura positiva apareceu no varejo ampliado, com duas das atividades em crescimento e uma em queda: Veículos e motos, partes e peças (5,0%), Atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo (2,1%) e Material de construção (-2,0%).

O setor de Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria cresceu 0,6% em relação ao mês anterior, depois de variar 0,2% na passagem de maio para junho. No indicador interanual, o crescimento foi de 4,7% frente a julho de 2025, 41º mês consecutivo de crescimento. A atividade teve a segunda maior contribuição no campo positivo para o resultado do varejo, somando 0,5 p.p. ao total de 1,2%. No acumulado do ano, a atividade teve ganhos de 4,6% até julho e, nos últimos 12 meses, de 5,1% em relação aos 12 meses anteriores.
A atividade de Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo registrou variação de -0,2% frente ao mês imediatamente anterior, na série com ajuste sazonal, após 1,0% de crescimento de maio para junho. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a alta foi de 2,9%, acima da registrada em junho (2,1%), representando o segundo resultado positivo consecutivo. Em termos interanuais, a atividade teve a maior contribuição no campo positivo para o resultado do varejo, somando 1,6 p.p. ao total de 1,2%. O resultado acumulado avançou 1,6% no ano e 0,9% em 12 meses.
O agrupamento de Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação teve crescimento de 0,6% entre junho e julho de 2026. Esse é o primeiro resultado positivo desde março, quando teve alta de 4,6%. A variação interanual em julho também foi positiva (2,5%), sucedendo alta de 2,2% no mês anterior. Considerando o período acumulado, a atividade cresceu 5,0% no ano e 7,7% nos últimos 12 meses.
No segmento de Combustíveis e lubrificantes, em relação a junho, a série com ajuste sazonal apontou alta de 0,3% em julho, invertendo sinal em relação ao mês anterior: -1,8%. Na visão interanual, em junho, as vendas ficaram 0,5% abaixo do patamar de julho de 2025, primeira queda após quatro meses de resultados positivos: 7,8% em março, 1,7% em abril, 2,0% em maio e 1,3% em junho. No acumulado do ano, o saldo mostra alta de 1,7%; em 12 meses, o resultado também indica ganhos: 1,1% até julho.
O setor de Livros, jornais, revistas e papelaria caiu 4,2% na passagem de junho para julho, segunda queda consecutiva (-11,7% na passagem de maio para junho). Os últimos dois resultados negativos foram influenciados pela alta em maio, de 17,3%, maior amplitude no campo positivo desde março de 2025. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a atividade apresentou queda em julho (-1,7%) após dois meses de crescimento expressivo: 22,6% em maio e 12,6% em junho. No acumulado do ano, a atividade avançou 3,5% e, nos últimos 12 meses, 2,4%.
A atividade de Outros artigos de uso pessoal e doméstico caiu 2,2% frente ao mês imediatamente anterior, terceiro resultado negativo nos últimos quatro meses (a única alta do período foi na passagem de maio para junho: +1,4%), considerando a série com ajuste sazonal. Assim como na margem, o indicador interanual registrou queda (-2,3%) na comparação com julho de 2025. O resultado acumulado aponta alta de 1,2% no ano; em 12 meses, os ganhos foram de 1,7% até julho 2026.
O agrupamento de Móveis e eletrodomésticos teve, entre junho e julho de 2026, a maior queda (-4,9%) desde dezembro de 2023 (- 6,6%). A variação interanual também foi negativa: -3,7% em julho de 2026 em relação ao mesmo mês de 2025, sucedendo quatro meses consecutivos de alta: 6,3% em março, 2,6% em abril, 1,9% em maio e 7,4% em junho. Além disso, a atividade obteve a segunda maior contribuição no campo negativo para o resultado do varejo, com -0,3 p.p. na composição da taxa global de 1,2%. Considerando o período acumulado, a atividade registrou alta de 2,6% no ano e de 3,9% nos 12 meses.
No segmento de Tecidos, vestuário e calçados, em relação a junho, a série com ajuste sazonal apontou queda de 2,7%, segunda consecutiva (-3,2% em junho). As vendas ficaram 4,7% abaixo do patamar de julho de 2025, ante queda de 1,7% em junho. Adicionalmente atividade registrou a maior contribuição no campo negativo para o resultado do varejo, com -0,3 p.p. na composição da taxa global de 1,2%. No acumulado do ano, o saldo mostra perdas de 0,9%; no acumulado em 12 meses, o resultado também indica queda: -1,4%.
No âmbito do varejo ampliado, o setor de Veículos e motos, partes e peças apresentou variação positiva de 0,3% na passagem de junho para julho após registrar queda de 1,3% em junho, na série com ajuste sazonal. Comparando com julho de 2025, a atividade apresentou alta de 5,0% nas vendas, quinto mês seguido de crescimento. A atividade teve a maior contribuição no campo positivo para o resultado do varejo ampliado, somando 1,0 p.p. ao total de 1,8%. No acumulado do ano, a atividade acumula alta de 3,2%. No acumulado dos últimos 12 meses, o setor avançou 0,1% em julho, voltando a registrar resultado positivo pela primeira vez desde setembro de 2025 (0,3%).
O agrupamento de Material de construção teve crescimento de 0,7% entre junho e julho, invertendo o sinal em relação ao apontamento de junho (-3,2%). Na comparação interanual, o segmento apresentou queda de -2,0% em julho de 2026, sucedendo alta de 0,6% no mês anterior. A atividade teve a maior contribuição no campo negativo para o resultado do varejo ampliado, com -0,2 p.p. na composição da taxa global de 1,8%. Considerando o período acumulado, a atividade registrou queda de 1,0% no ano e de 1,7% nos últimos 12 meses.
A atividade de Atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo registrou alta de 2,1% na comparação com julho de 2025, depois de alta de 7,5% em junho. A atividade teve a segunda maior contribuição no campo positivo para o resultado do varejo ampliado, somando 0,3 p.p. ao total de 1,8%. O resultado acumulado aponta alta de 1,9% no ano; em 12 meses, a taxa é positiva em 2,6%.
Comércio varejista cai em 20 das 27 Unidades da Federação entre junho e julho
Na passagem de junho para julho de 2026, na série com ajuste sazonal, a taxa média nacional de vendas do comércio varejista recuou em 20 das 27 unidades da federação, com destaque para: Amapá (-2,5%), Tocantins (-2,5%) e Mato Grosso (-2,2%). Por outro lado, 6 unidades da federação tiveram resultados positivos, com destaque para: Espírito Santo (3,0%), Sergipe (1,3%) e Rondônia (1,1%). Alagoas (0,0%) mostrou estabilidade.
Para essa mesma comparação, no comércio varejista ampliado, houve resultados negativos em 16 das 27 unidades da federação, com destaque para: Goiás (-2,5%), Mato Grosso (-1,9%) e Pernambuco (-1,8%). No lado positivo, figuraram 11 unidades da federação, com destaque para: Mato Grosso do Sul (3,6%), Distrito Federal (2,8%) e Sergipe (2,7%).
Frente a julho de 2025, o comércio varejista avançou em 21 das 27 unidades da federação, com destaque para: Espírito Santo (8,5%), Pernambuco (7,1%), Acre (6,6%) e Distrito Federal (6,6%). Por outro lado, pressionando negativamente, figuraram seis UFs: Amapá (-4,4%), Mato Grosso (-3,1%) e Pará (-1,7%). Para o mesmo indicador, no comércio varejista ampliado, houve resultados positivos em 24 das 27 unidades da federação, com destaque para: Mato Grosso do Sul (10,9%), Distrito Federal (7,5%) e Pernambuco (6,1%). No campo negativo, figuraram três UFs: Mato Grosso (-7,4%), São Paulo (-0,1%) e Sergipe (-0,1%).
Informações: IBGE