As bolsas europeias fecharam majoritariamente em queda nesta segunda-feira, 14, pressionadas por uma liquidação em ações de semicondutores após novos alertas sobre a velocidade de desenvolvimento da inteligência artificial (IA). A alta do petróleo em meio à escalada no Oriente Médio reforçou temores inflacionários e a cautela antes de decisões de juros nos EUA, Reino Unido e Japão. Londres destoou, apoiada por petroleiras, software e farmacêuticas.
Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 0,44%, a 10.697,57 pontos. Em Frankfurt, o DAX caiu 0,6%, a 25.415,06 pontos. Em Paris, o CAC 40 recuou 0,76%, a 8.117,78 pontos. Em Milão, o FTSE MIB perdeu 1,68%, a 51.628,77 pontos. Em Madri, o Ibex 35 caiu 1,38%, a 19.565,50 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 cedeu 1,52%, a 9.380,30 pontos. As cotações são preliminares.
O setor de chips foi um dos maiores penalizados após alertas de executivos do setor de IA. Infineon, STMicroelectronics e ASML recuaram 7,9%, 6,8% e 6,2%, respectivamente, enquanto Soitec recuou 12,8% e Siltronic perdeu 9%. Siemens Energy (-8,3%) também ficou sob pressão por sua exposição a data centers.
Para estrategistas do Deutsche Bank, os alertas são um dos sinais mais claros de que há limites à velocidade com que os modelos podem avançar de forma responsável. O presidente dos EUA, Donald Trump, porém, se opôs a barreiras e "conspiração doentia" contra o setor tech, cujo subíndice do Stoxx 600 cedeu 2,1%.
Em outra frente, a dirigente do Banco Central Europeu (BCE) Isabel Schnabel classificou como "bastante preocupantes" os recentes movimentos dos preços de energia. As petrolíferas BP (+1,4%) e Shell (+0,9%) avançaram com o petróleo.
Em Londres, Relx (+5,2%) e Sage (+5,3%), de software, subiram, e GSK ganhou 4,7% após resultados positivos de medicamento. Campari (+5,5%), em Milão, e Pernod Ricard (+3%), em Paris, avançaram depois de Donald Trump prometer retirar a tarifa americana de 10% sobre o uísque irlandês.
O Banco da Inglaterra (BoE) deve manter os juros na quinta-feira, enquanto o foco global se concentra no Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) na quarta-feira.
*Com informações da Dow Jones Newswires