O CEO da OpenAI, Sam Altman, e o empresário Elon Musk, dono da SpaceXAI, endossaram alertas do CEO da Anthropic, Dario Amodei, sobre os riscos associados ao avanço acelerado da inteligência artificial (IA) e a necessidade de reforçar mecanismos de segurança antes que os sistemas atinjam capacidades mais difíceis de controlar.
Pouco depois de Amodei divulgar propostas para desacelerar o desenvolvimento dos modelos mais avançados, Altman afirmou no X que a OpenAI adotará uma das medidas sugeridas: permitir que avaliadores externos tenham acesso contínuo, semelhante ao de funcionários, para acompanhar práticas de segurança. Segundo ele, a empresa terá "mais a compartilhar em breve".
No sábado, 12, Altman também descartou uma oferta pública inicial (IPO) da OpenAI em 2026. "Temos muita coisas a fazer", afirmou, citando a necessidade de lidar com segurança, alinhamento dos sistemas e cooperação entre a indústria e governos.
Musk foi mais direto e escreveu que "Dario está certo" em seu perfil no X, sem entrar em detalhes.
Amodei havia alertado que, sem uma redução do ritmo, a IA poderia, em seis a 12 meses, adquirir capacidade para coordenar enxames de agentes capazes de assumir controle de partes da internet. Ele defendeu que ganhar um ou dois anos antes de os modelos atingirem níveis críticos poderia reduzir substancialmente os riscos.
A pressão sobre as empresas aumentou após demissões de pesquisadores de segurança da Anthropic e da OpenAI, que acusaram o setor de correr em direção à chamada superinteligência sem controles suficientes. Amodei também propôs coordenação entre companhias, governos democráticos e até regimes autoritários para evitar uma corrida global que neutralize esforços individuais de desaceleração.