Internacional

Café brasileiro pode ser beneficiado no acordo Mercosul-UE

Produtos brasileiros chegarão com custos menores ao mercado europeu

26/12/2019 - 11:30 | Por Douglas Ferreira - SBA | Siga-nos no Google News

De acordo com informações do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o Brasil é líder mundial na produção e na exportação de café. Somente no ano passado, produziu 61,7 milhões de sacas de 60 kg de café beneficiado. Trinta e seis milhões de sacas foram exportadas, principalmente de café verde, resultando em divisas de US$ 5,15 bilhões, em 2018. Desse total, por volta de 17,5 milhões sacas (49%) foram embarcadas para União Europeia, em especial, para os mercados da Alemanha, Itália, Bélgica, França e Espanha, conforme dados da Conselho de Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

O acordo entre Mercosul e a União Europeia (Ue) é aguardado há 20 anos, em junho deste ano foi firmado, na cidade de Bruxelas. Diversos setores da agricultura brasileira poderão se beneficiar com o tratado, entre eles os produtores de café.

O acordo prevê a isenção de tarifa para o café verde exportado aos europeus, igualando ao que ocorre atualmente com os processados (solúvel, extratos e café torrado) e assim resolvendo a questão da escalada tarifária. Ao entrar em vigor (o acordo precisa ser aprovado pelos parlamentos dos blocos para começar a vigência), o café torrado e solúvel brasileiro, que têm alíquotas de 9% para entrar na UE, atingirão o livre comércio (sem tarifa) em quatro anos no bloco europeu. Desta forma, os produtos brasileiros chegarão com custos menores e mais competitivos ao mercado europeu.

O segundo maior destino das exportações de café solúvel foi a União Europeia (466 mil sacas/60kg de solúvel) em 2018. Só perde para os Estados Unidos (o equivalente a 644 mil sacas/60kg). Com a entrada em vigor do acordo e a extinção da tarifa no período de quatro anos, Lima projeta um crescimento de 35% em volume nos próximos cinco anos.

Conforme o acordo, parte do café verde importado pela UE para produção de torrado (40%) e solúvel (entre 40% e 50%) deve ser proveniente do Brasil, exigência para que os europeus possam vender café torrado e solúvel com redução de alíquotas ao Mercosul. No caso do bloco sul-americano, também há a necessidade de se utilizar parte de café verde brasileiro para o produto sul-americano ter tarifa preferencial na UE.

Com informações Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) 
 

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