ABPA: receita com exportação de carne de frango sobe 42,7% e a de suíno cai 1,7%

Entre os Estados exportadores, o Paraná manteve a liderança em agosto, com 200,585 mil toneladas, volume 26,4% superior às 158,744 mil toneladas registradas em igual mês de 2025

09/09/2026 às 10:42 atualizado por Tânia Rabello e Equipe AE - Estadão | Siga-nos no Google News
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São Paulo, 09/09/2026 – As exportações brasileiras de carne de frango (considerando todos os produtos, incluindo in natura e processados) alcançaram 492,634 mil toneladas em agosto, volume 24,8% superior ao registrado em igual mês de 2025, quando foram embarcadas 394,637 mil toneladas. A receita dos embarques somou US$ 997,870 milhões no mês passado, alta de 42,7% ante os US$ 699,458 milhões obtidos em agosto de 2025. É o segundo melhor resultado da série histórica, superado apenas por maio deste ano, informou em comunicado a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

No acumulado de janeiro a agosto, as exportações atingiram 3,921 milhões de toneladas, crescimento de 15,5% em relação às 3,395 milhões de toneladas embarcadas no mesmo período de 2025. A receita acumulada alcançou US$ 7,689 bilhões, avanço de 21,9% sobre os US$ 6,308 bilhões registrados no ano anterior.

A China foi o principal destino das exportações brasileiras de carne de frango em agosto, com 50,988 mil toneladas. O resultado supera amplamente as 83 toneladas embarcadas no mesmo mês de 2025, período afetado por suspensões temporárias decorrentes do único foco de influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP) registrado na produção comercial brasileira, situação solucionada no primeiro semestre do ano passado, explicou a ABPA.

Na sequência entre os principais destinos aparecem Emirados Árabes Unidos, com 44,279 mil toneladas (+35,9%); União Europeia (UE), com 42,432 mil toneladas (+1.469,1%), em situação equivalente à do comparativo com a China; Japão, com 41,795 mil toneladas (+37,8%); Arábia Saudita, com 35,195 mil toneladas (+29,9%); e África do Sul, com 25,590 mil toneladas, volume 0,8% inferior ao registrado em agosto de 2025.

Entre os Estados exportadores, o Paraná manteve a liderança em agosto, com 200,585 mil toneladas, volume 26,4% superior às 158,744 mil toneladas registradas em igual mês de 2025. Na sequência aparecem Santa Catarina, com 105,993 mil toneladas (+18,1%, ante 89,763 mil toneladas); Rio Grande do Sul, com 61,202 mil toneladas (+38,7%, ante 44,115 mil toneladas); São Paulo, com 29,531 mil toneladas (+20,3%, ante 24,539 mil toneladas); e Goiás, com 24,836 mil toneladas (+15,4%, ante 21,515 mil toneladas).

O presidente da ABPA, Ricardo Santin, disse no comunicado que “os resultados de agosto reforçam a retomada dos embarques e a capacidade de resposta da avicultura brasileira. Parte das altas registradas na comparação mensal, especialmente em mercados como China e União Europeia, ocorre sobre uma base impactada pelas suspensões temporárias verificadas após o episódio sanitário de 2025, já superado. Ao mesmo tempo, o crescimento consistente no acumulado do ano demonstra a força da demanda internacional, a diversificação dos destinos e a confiança dos mercados na qualidade e na segurança da carne de frango brasileira. No caso da UE, também há a demanda elevada que antecedeu a suspensão temporária dos embarques, desde 3 de setembro”.

Carne Suína

As exportações brasileiras de carne suína cresceram 8% em agosto, para 131.126 toneladas, ante 121.469 toneladas embarcadas em igual mês de 2025, informou a ABPA, em nota. A receita, porém, recuou 1,7% na mesma comparação, de US$ 294,93 milhões para US$ 289,89 milhões. No acumulado de janeiro a agosto, os embarques somaram 1,057 milhão de toneladas, alta de 8,9% ante as 970.331 toneladas registradas um ano antes. A receita no período atingiu US$ 2,447 bilhões, aumento de 4,8% em relação aos US$ 2,335 bilhões de 2025.

As Filipinas foram o principal destino da carne suína brasileira em agosto, com 23.314 toneladas, mas registraram queda de 30,4% ante agosto do ano passado. O Japão ficou em segundo lugar, com 16.472 toneladas, alta de 92,9%, seguido por China, com 15.174 toneladas (+45,9%); Vietnã, com 8.274 toneladas (+38,3%); Chile, com 8.035 toneladas (-40%), e Singapura, com 6.552 toneladas (+25,2%).

Para o presidente da ABPA, Ricardo Santin, o crescimento dos embarques e a superação da marca de 1 milhão de toneladas no acumulado do ano demonstram a consistência da demanda internacional e a diversificação dos mercados compradores, avaliou, na nota.

Santa Catarina manteve a liderança entre os Estados exportadores em agosto, com 64.091 toneladas, avanço de 12,6% na comparação anual. O Rio Grande do Sul ficou em segundo, com 30.369 toneladas, queda de 3,3%, seguido pelo Paraná, com 22.828 toneladas (+24,3%); Mato Grosso, com 3.965 toneladas (+25,3%), e Minas Gerais, com 3.162 toneladas (+25,7%).


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