BB: Setor de proteína animal para o último trimestre aponta alta da demanda

08/09/2026 às 18:44 atualizado por Julia Maciel - Estadão | Siga-nos no Google News
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São Paulo, 08 - As perspectivas do Banco do Brasil (BB) em relação ao setor de proteína animal para o último trimestre do ano apontam alta da demanda no País, manutenção do fluxo de exportações e previsibilidade nos custos de produção, conforme dados do Boletim Agro de Setembro da instituição, divulgado nesta terça-feira, 8. Na bovinocultura de corte, a tendência de desaceleração nos abates de vacas acena para uma restrição da oferta de animais terminados, o que cria espaço para maior firmeza nas cotações da arroba do boi gordo e valorização nos preços do gado de reposição. No mercado externo, o apetite comprador por carne bovina permanece como o principal suporte do setor. A demanda continuada de grandes importadores globais, somada à consolidação de novos mercados, mantém o volume exportado em patamares elevados. "Espera-se que a China volte a acelerar os embarques com o uso da cota de 2027, retomando a produção destinada ao mercado chinês em outubro e os embarques a partir de meados de novembro", informou o BB. Já na bovinocultura de leite, o período exige gestão rigorosa dos custos de alimentação e acompanhamento da sazonalidade da captação nas principais bacias produtoras do país. A avicultura apresenta projeção de estabilidade, sustentada pelos controles sanitários do plantel e pelo volume de vendas externas de frango do País. O ritmo dos embarques atua no equilíbrio da oferta no mercado interno e na manutenção dos preços pagos ao produtor, enquanto a estabilidade nas cotações do milho e do farelo de soja afetam a relação de troca na aquisição de insumos. O BB destaca ainda que a suinocultura registra expectativa de manutenção do volume de vendas no mercado internacional, diante da diversificação dos destinos de exportação do País. Paralelamente, o consumo interno de carne suína apresenta elevação no último trimestre do ano, enquanto a equivalência dos custos de nutrição com a safra de grãos mantém a relação do poder de compra do produtor.

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