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Nova Zelândia tem alta demanda para grãos, diz relatório da USDA

Devido às limitadas terras da Nova Zelândia para o cultivo de grãos e oleaginosas, aproximadamente 63% do suprimento total de grãos e ração é importado

19/12/2019 - 17:37 | Por Rafaela Flôr* - SBA | Siga-nos no Google News

A demanda da Nova Zelândia por grãos e alimentos para animais continua aumentando, com previsão de consumo para 2019/2020 em 5,9 milhões de toneladas, a maioria das quais será importada, de acordo com um relatório da Rede Global de Informações Agrícolas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

O aumento do consumo de grãos e alimentos para animais tem sido dramático, segundo as informações. Em 2013, o consumo de grãos e forragens da Nova Zelândia totalizou 4,6 milhões de toneladas e, uma década antes, o consumo era de cerca de 3 milhões de toneladas, cerca da metade do total atual, segundo o USDA. "A magnitude desse aumento se deve principalmente à crescente demanda do setor de laticínios, que responde pela maior parte do consumo de grãos e rações", afirma.

Embora 75% dos grãos e alimentos importados e domésticos sejam consumidos pela indústria de laticínios, o USDA disse que há sinais de crescimento lento nessa indústria. "A indústria de laticínios está agora em uma encruzilhada. Embora o suprimento de leite tenha crescido cerca de 5% ao ano entre os anos 1990 e 2017, o suprimento de leite agora está basicamente parado. Inicialmente, isso ocorreu devido aos baixos preços do leite, mas mesmo com o aumento dos preços, as regulamentações ambientais devem pressionar o setor”, completa.

Cerca de 12% dos grãos e alimentos para animais da Nova Zelândia são usados na produção de alimentos para aves, 9% são destinados ao consumo humano e 4% a outros alimentos para animais, disse o documento. O USDA observou que, devido às limitadas terras da Nova Zelândia para o cultivo de grãos e oleaginosas, aproximadamente 63% do suprimento total de grãos e ração é importado. 

Com informações de Agrolink.
*Texto supervisionado por Douglas Ferreira.

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