
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou nesta quarta-feira, 2, em votação simbólica, o texto-base da proposta de emenda à Constituição (PEC) que põe fim à escala 6x1. Manifestaram-se contra o texto os senadores Rogério Marinho (PL-RN), Jaime Bagattoli (PL-RO), Tereza Cristina (PP-MS) e Hamilton Mourão (Republicanos-RS).
Na sequência, os parlamentares passaram a analisar um destaque apresentado pelo líder da Oposição na Casa, Rogério Marinho (PL-RN), que propõe retirar do texto a previsão de dois dias de descanso semanal remunerado.
Com a aprovação do texto-base, a matéria poderá ir ao plenário, onde são necessários os votos favoráveis de pelo menos 49 senadores, em dois turnos de votação.
Em seu relatório, o senador Omar Aziz (PSD-AM) manteve o mesmo texto aprovado na Câmara dos Deputados, que institui dois dias de descanso semanal remunerado, redução da jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais, com transição gradual de um ano e dois meses, e a irredutibilidade de salários. O relator também rejeitou todas as emendas sugeridas pelos colegas.
Agora, os senadores governistas articulam a aprovação de um rito especial para acelerar a tramitação da PEC.
Pelo regimento interno do Senado, a matéria precisa passar por cinco sessões de discussão antes do primeiro turno de votação e três sessões antes do segundo turno. Além disso, entre as duas rodadas de deliberação, deve haver um intervalo mínimo de cinco dias úteis, o chamado interstício.