Exportações

Diretor da Abics afirma que indústrias brasileiras de café solúvel estão otimistas em manter o quadro de crescimento em 2020

Expectativas podem ser atendidas a partir de volumes recordes nas exportações registradas até fim de novembro

17/12/2019 - 15:45 | Por Rafaela Flôr* - SBA | Siga-nos no Google News

Dados do Relatório de Desempenho das Exportações da Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics) apontam que a exportação do solúvel brasileiro somou, apenas em novembro, 312.344 sacas de 60 kg, uma alta de 3,15% quando comparado com o ano passado, o que elevou o total exportado no acumulado entre janeiro e novembro para 3.675.213 sacas, com incremento de 9,5% na comparação com o volume remetido ao exterior nos 11 primeiros meses de 2018.

De acordo com o diretor de Relações Institucionais da entidade, Aguinaldo Lima, com o desempenho registrado até o fim de novembro, a previsão de um volume recorde exportado irá se concretizar. “Provavelmente o Brasil ultrapassará o montante de 4 milhões de sacas de café solúvel remetidas ao exterior neste ano, registrando seu novo recorde histórico para o setor”, projeta.

Aguinaldo aponta o fato para a soma das importações das nações asiáticas seguir constituindo o maior mercado do café solúvel brasileiro, embora os Estados Unidos sejam o maior cliente e a União Europeia o segundo maior destino.

Conforme eles, dos 20 países que até novembro importaram volumes acima de mil toneladas, 13 tiveram excelente crescimento. “O destaque vai para o México, que é o segundo maior produtor de café solúvel no mundo e se tornou o 17º maior destino das exportações brasileiras, ao elevar em 405% as compras frente a 2018”, aponta.

O diretor da Abics também salienta os índices de crescimento dos embarques de solúvel, na comparação com o ano passado, para Singapura (103%), Mianmar (72%), Polônia (59%), Emirados Árabes Unidos (45%), Ucrânia (27%) e Indonésia (15%).

A renda gerada ao Brasil com os embarques de café solúvel apresenta relativa melhora ao longo de 2019. O diferencial em relação ao ano passado recuou para -1,3% no acumulado de janeiro a novembro, com a atual receita de US$ 538,2 milhões contra US$ 545,4 milhões em 2018.

“A melhora dos preços mundiais do café é muito importante para os produtores brasileiros e, como as cotações subiram também nos países concorrentes, o Brasil se mantém muito competitivo. Nossas indústrias de café solúvel estão bastante otimistas em manter esse quadro de bom crescimento em 2020”, revela o diretor da Abics.

Com informações de Café Point.
*Texto supervisionado por Douglas Ferreira.

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