Caiado diz que vai trabalhar pelo resgate da reforma trabalhista, que 'foi mutilada' pelo STF

28/08/2026 às 15:08 atualizado por Juliana Garçon - Estadão | Siga-nos no Google News
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O candidato à Presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, afirmou que, se eleito, vai trabalhar pelo "resgate" da reforma trabalhista, que, segundo ele, foi "mutilada" por decisões do Supremo Tribunal Federal (STF).

Caiado defendeu uma reforma administrativa "com coragem", com foco em reduzir distorções no serviço público. Segundo ele, a medida deve incluir o corte de "salários abusivos" e a revisão de privilégios, como etapa indispensável para reequilibrar as contas e melhorar a eficiência do Estado.

"Reforma administrativa tem de fazer com coragem", disse ele nesta sexta-feira, 28. "Tem de cortar salários abusivos", afirmou durante evento na Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ).

O candidato disse que, a partir da correção dessas distorções, será possível "desinchar" a máquina pública. Ele argumentou que um Estado mais enxuto tende a ser mais funcional, com capacidade de investir melhor e entregar serviços com mais qualidade.

Ao abordar políticas sociais e de empregabilidade, Caiado afirmou que, pela experiência que relata, a maioria das mulheres busca ampliar a renda familiar. "Nossa experiência mostra que 70% das mulheres querem ter renda a mais; os homens geralmente se acomodam", disse, ao defender programas que incentivem autonomia econômica e inserção no mercado de trabalho.

Caiado disse que o Brasil já estaria na terceira geração de famílias atendidas por programas de transferência de renda, o que indicaria dificuldade de romper a dependência. Para ele, a saída passa por educação de qualidade, como forma de interromper o ciclo vicioso e criar condições reais de mobilidade social. "Já estamos na terceira geração do Bolsa Família", disse. "Precisa ter educação de qualidade para interromper o ciclo vicioso."

No campo econômico, o candidato afirmou que o país precisa definir setores prioritários para ganhar competitividade. Segundo Caiado, o Brasil não acompanhou a evolução global em tecnologia e inovação e, por isso, deve concentrar esforços em áreas estratégicas com potencial de crescimento e produtividade. "Temos que escolher áreas em que seremos competitivos. O Brasil não evoluiu em tecnologia e inovação."

Ele citou como oportunidades o avanço de biocombustíveis, a exploração e a industrialização de minerais críticos e a economia baseada em inteligência artificial. Na visão de Caiado, o país tem vantagens comparativas nesses segmentos, mas precisa de coordenação política, ambiente regulatório e investimentos para transformar potencial em crescimento. "O Brasil tem oportunidades em biocombustíveis, minerais críticos e IA."


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